segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

SANDRA DEE


Sandra Dee (23 de abril de 1942 - 20 de fevereiro de 2005) foi uma atriz norte-americana.

Dee iniciou sua carreira como modelo e passou a atuar em filmes como atriz. Famosa por suas atuações em papéis de personagens literários arquetípicos, Dee ganhou um Golden Globe, em 1959, como atriz revelação do ano e uma das novatas mais promissoras e, por muitos anos, seus filmes permaneceram no gosto do público. Por volta do final dos anos 1960, inicia-se um processo de declínio em sua carreira e seu casamento com Bobby Darin, altamente noticiado à época, acaba em divórcio.

Ela raramente atuou depois e seus últimos anos foram marcados por doenças. Ela morreu por conta de insuficiência renal, combinada com pneumonia.

Biografia
Nascimento e profissão
Ao nascer, na cidade de Bayonne, Nova Jérsei, Dee recebeu o nome de Alexandra Cymboliak Zuck, sendo filha de John Zuck e Mary Zuck (nascida Cymboliak, de descendência ruteniana). Mais tarde, seus pais divorciaram-se. Mudando seu nome para "Sandra", tornou-se uma modelo profissional aos quatro anos de idade, partindo, logo em seguida, para os comerciais de televisão.

Havia alguma confusão com relação a seu ano de nascimento, sendo possível encontrar evidências apontando para dois diferentes anos: 1942 e 1944. Entretando, afimra-se que 1942 seria o mais correto.[1] De acordo com seu filho Dodd Darin, em seu livro Dream Lovers, ela nasceu em 1944. Ela e sua mãe provavelmente mentiram sobre sua idade para que pudesse trabalhar.

Carreira
Sandra Dee estreou seu primeiro filme em 1957, Until They Sail e, no ano seguinte, ganhou o Globo de Ouro como melhor atriz do ano, juntamente com Carolyn Jones e Diane Varsi. Sua carreira como atriz decolou e ficou famosa por seus papéis arquetípicos e ingênuos, tal como nos filmes Imitation of Life, Gidget e A Summer Place, todos de 1959. Posteriormente, ela fez o papel de "Tammy" em duas sequências da Universal, Tammy and the Bachelor, no papel criado por Debbie Reynolds.

Durante os anos 1970, ela atuou muito pouco, mas apareceu algumas vezes na televisão. Sua personagem nos anos 1950 serviu de inspiração para a música Look at me, I'm Sandra Dee, caracterizada no musical da Broadway, Grease e, na versão do mesmo em filme em 1978.

Vida pessoal
Seu casamento em 1960 com Bobby Darin, aos 18 anos de idade, fez com que os holofotes recaíssem sobre ela por quase toda a década. Tinha um contrato com a Universal Studios, empresa que tentou amadurecer sua carreira de atriz e os filmes que estrelou como adulta - incluindo-se alguns com Darrin - obtiveram um sucesso mediano. Darin e Dee tiveram um filho, Dodd Mitchell Darin (também conhecido como Morgan Mitchell Darin) e divorciaram-se em 1967.

Doença e morte
A vida adulta de Dee foi marcada por uma saúde muito debilitada. Ela admitiu que, por muitos anos, combateu a anorexia, a depressão e o alcoolismo. Em 2000, declarou-se que era diagnosticada com muitas doenças, incluindo-se câncer de garganta e doenças renais. Um séria complicação renal, combinada com pneumonia, levou-a à morte em 20 de fevereiro de 2005, no Los Robles Hospital & Medical Center, em Thousand Oaks, Califórnia. Ela estava com 62 anos, embora algumas reportagens afirmem que tinha 60.

Sandra Dee foi enterrada no cemitério Forest Lawn Memorial Park Cemetery em Hollywood Hills, não muito longe de sua mãe, Mary C. Douvan, que morreu em 27 de dezembro de 1987.

Dee permanece viva através de seu filho Dodd, sua cunhada e duas netas, Alexa e Olívia.

sábado, 25 de dezembro de 2010

BOBBY DARIN


Bobby Darin nascido Walden Robert Cassotto (Harlem, Nova Iorque, 14 de maio de 1936 — Los Angeles, 20 de dezembro de 1973) foi um cantor e ator estadunidense.

Viveu uma existência dramática, vindo do nada até atingir o estrelato. Bobby Darin, desde seu nascimento, enfrentou diversas dificuldades, a começar quando, ainda em sua infância, o médico após examiná-lo, constatou que ele sofria de problemas cardíacos e lhe estimou pouco tempo de vida, devido a tamanha gravidade da sua enfermidade. Por isso decidiu viver a sua vida de maneira muito intensa. Viveu como se todo dia fosse o último.

Bobby é um exemplo de superação de sensibilidade, que encontra forças em suas lembranças de infância, que ele nunca esqueceu, para enfrentar a vida com alegria e acima de tudo muito talento.

Entretanto, Bobby foi um conquistador, um vencedor nato, pra começar venceu a infância extremamente difícil, porque além de ficar recluso por causa da doença, sem poder brincar como as outras crianças, não conheceu o pai. Este abandonou sua mãe.

Bobby cresceu em um bairro pobre, e mesmo contra as recomendações do médico e da sua mãe de não fazer muitos esforços, tornou-se mais tarde umas das maiores estrelas da América.

Os seus maiores sucessos foram as canções "Dream lover" e "Splish splash".

Sua carreira começou graças a sua 'mãe', Holly, que ao descobrir que o filho talvez não chegasse aos 15 anos o incentivou a aprender a tocar vários instrumentos.

Quando foi à Itália gravar "Quando Setembro Vier" conheceu no set aquela que seria sua esposa, a também atriz Sandra Dee. Fez de tudo para conquistá-la e acabou conseguindo, mas a mãe da atriz nunca aceitou o romance deles e tentou separá-los, mas não deu certo.

Bobby Darin casou-se com Sandra Dee em 1960, no dia seguinte ao término das gravações. Embora a amasse de verdade, Bobby começa a brilhar mais do que sua companheira no cinema, concorre ao Oscar, e seu brilho apaga o da sua mulher. Este talvez tenha sido o seu maior problema no relacionamento. A estrela de Darin ofuscava a da sua esposa. Em 1961, nasce seu único filho Dodd Mitchell Darin e ele se divorcia em 1967.

Lutando muito, dia após dia, percorreu um caminho que o levou dos duvidosos clubes noturnos até ao seu destino de sonho, o Copacabana, onde levou multidões ao delírio com as suas interpretações. Ele era o máximo, tanto quando cantava, quanto quando escrevia as canções ou quando tocava, apesar da doença que o perseguia desde a sua infância.

Isolado e confuso, foi obrigado a confiar nos seus amigos, na família e no seu extraordinário talento para acalmar os seus demônios e aceitar quem era e o que a sua vida significou.

Foi indicado a dois Oscars e ganhou um Grammy.

Por causa de Sandra (Sandy como costumava chamar), Bobby interrompeu a sua carreira para se dedicar mais a sua vida particular, e isso fez com que a sua fama fosse por água abaixo.

Em tempos de guerra, tentando uma volta por cima, Bobby começa a apoiar o presidente Kennedy e escreve músicas sobre a guerra do Vietnã. Sua esplendorosa volta ao palco aconteceu antes de sua morte. Só aí apresenta a sua verdadeira mãe, Nina, pois só naquela época descobre que a sua suposta irmã mais velha era na verdade sua mãe, que teve ele ainda jovem e não pode assumi-lo devido ao fato de ser mãe solteira e não saber quem era o pai de Darin, isso com certeza foi uma das maiores decepções de sua vida. Para não ser chamado de bastardo na época, sua mãe o deu para a sua avó, Holly, que era considerada por ele a sua verdadeira mãe. Darin faleceu no dia 20 de dezembro de 1973, após uma cirurgia no coração. Existe um filme contando a sua história, chama-se "Uma vida sem Limites".

A musica tema do filme Procurando Nemo é uma de suas obras,seu nome é Beyond the Sea

FONTE WIKIPÉDIA

domingo, 5 de dezembro de 2010

Carlos Gardel


Carlos Gardel é sinônimo de tango. Foi compositor, intérprete e ator de inúmeras canções e musicais. Com ele, o cadenciado ritmo portenho ganhou uma faceta mais romântica e deu volta ao mundo. Gardel foi um personagem emblemático em vida e continua sendo, potenciado pela ascendente projeção afetiva e social de sua legendária memória.







Carlos Gardel nasceu Charles Romuald Gardés no dia 11 de dezembro de 1890, em Toulouse, França. Filho de pai desconhecido, chegou a Buenos Aires com sua mãe quando tinha apenas 2 anos. Morou grande parte de sua vida no bairro portenho do Abasto. Teve uma infância pobre e desde cedo viveu de pequenos bicos.

Começou a cantar aos 17 anos e em 1911 formou uma dupla com o cantor uruguaio José Razzano, quem o transformou no fenômeno musical da década. O reconhecimento veio em 1914, quando passou a se apresentar regularmente no cabaré Armenonville, em Buenos Aires.

Após a separação da dupla começam as primeiras viagens ao exterior. No ano 1925, Gardel já era popular em toda a América espanhola. 1927 foi o ano da sua consagração na Europa, alcançando grande sucesso em Paris. Logo viriam Estados Unidos e o cinema. Nos estúdios da Paramount, em Nova York, atuou em vários filmes que fizeram grande sucesso e estenderam ainda mais a sua lenda.

No dia 24 de junho de 1935 morre num desastre aéreo, no auge da carreira e da fama, em Medellín, Colômbia.

O mito de Gardel atravessou vigorosamente todo o século. Hoje representa um verdadeiro ícone do tango e continua sendo uma das personalidades mais queridas de toda a Argentina. Seus seguidores costumam dizer que ele "canta cada dia melhor".


Maiores sucessos musicais:
. Mi Buenos Aires Querido
. El Día Que Me Quieras
. Volver
. A Media Luz
. El Choclo


Principais filmes:
. Flor de Durazno (1917)
. Cuesta Abajo (1934)
. El Día Que Me Quieras (1935)
. The Big Broadcast of 1935 (1935)

Alfredo Le Pera


Alfredo Le Pera nasceu em São Paulo-SP no dia 7 de junho de 1900 e morreu junto a Gardel no acidente aéreo de Medellín (Colômbia), em 24 de junho de 1935. Seus pais, Alfonso Le Pera e María Sorrentino, eram imigrantes italianos que chegaram a Buenos Aires por volta de 1902. Nessa cidade, Alfredo cursou o Colegio Nacional Mariano Moreno.


Chegou a iniciar carreira em Medicina, porém logo a abandonou para dedicar-se exclusivamente ao jornalismo. Passou por diferentes meios gráficos enquanto escrevia e estreava sainetes e peças de revista que, segundo os entendidos, deixava muito a desejar.


Em 1928, depois de uma missão jornalística nos Estados Unidos e na Europa, vinculou-se à empresa Artistas Unidos, para cujos filmes escrevia legendas. Desta época é sua viagem ao Chile, como autor da companhia de revistas encabeçada por Enrique Santos Discépolo e Tania. Nessa época, assinou junto com Discépolo o tango Carrillón de La Merced que, interpretado triunfalmente por Tania, salvou uma temporada que ameaçava desmoronar.


É provável que Gardel e Le Pera tenham se conhecido em Buenos Aires, mas sem dúvida, sua amizade nasceu em Paris, em 1932, durante a terceira estada do zorzal naquela metrópole, num encontro promovido pela Paramount. Le Pera, freqüentador de sets, converteu-se em libretista do astro, revelando um formidável talento.


Le Pera converteu o Morocho del Abasto em uma mescla rara de malandro, playboy e cavaleiro andante de nobilíssimos sentimentos. Nos filmes de Le Pera, Gardel representa a si mesmo tal qual era na vida cotidiana, “esperto e meigo ao mesmo tempo, malandro e cavalheiro, arrebatado e honesto”, conforme descrição de José Gobello.


As letras das canções que Le Pera compôs para Gardel parecem feitas sob medida para o personagem. Gobello explica que mesmo sem os altos vôos de Manzi, nem a profundidade de Discépolo, nem a portenhidade de Romero, nem a vivência de Celedonio, é indiscutivel seu acerto com algumas frases proverbiais: “veinte años no es nada”, “siempre se vuelve al primer amor”, “la verguenza de haber sido y el dolor de ya no ser”.

fonte mpb cifrantiga

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Jorge goulart




Jorge Neves Bastos
16/1/1926 Rio de Janeiro, RJ Morreu em 17/02/2012 Rio de Janeiro



Filho do jornalista Iberê Bastos e de Arlete Neves Bastos, foi o primogênito dos quatro filhos do casal. Desde pequeno mostrou interesse pela música, participando de serestas no bairro carioca do Méier. Gostava de cantar os sucessos dos grandes cantores da época: Francisco Alves, Vicente Celestino, Orlando Silva, o seu preferido, e Carlos Galhardo. Foi aluno do Colégio Pedro II, desde os 11 anos.

Aos 17 anos, ficou conhecendo os compositores Benedito Lacerda, Custódio Mesquita e Orestes Barbosa, apresentados por seu pai, no antigo Café Nice. Com apenas 18 anos, casou-se pela primeira vez e teve uma filha, que 18 anos depois se casaria e faria o cantor tornar-se avô aos 36 anos de idade. Em 1952, iniciou relacionamento afetivo com a cantora Nora Ney, recém-separada, com quem tempos depois passou a viver. Em 1982, depois de 30 anos juntos, os dois casaram-se oficialmente. Teve vários apelidos: César de Alencar o chamava "Gogó de ouro" ou "Boca de caçapa" e os amigos de "Bochecha de alumínio". Em 1983, por conta de um câncer, submeteu-se a operação para a retirada das cordas vocais, tendo que reaprender a falar através do esôfago. Foi ativista político e filiado ao Partido Comunista o que lhe rendeu perseguição e até mesmo o ostracisco artístico durante a ditadura militar. A esse respeito, em sua entrevista ao Pasquim 21, em janeiro de 2004, afirmou: "meti na minha cabeça que tinha que sair bem no fim de tudo. Foi uma fatalidade, estava sendo obrigado a me retirar, não tinha satisfações a dar, e isso ao invés de me prejudicar, me consolou. Ganhei outra vida. Passei a fazer coisas que nunca tinha feito antes: reparar numa árvore, numa flor. Sempre levara aquela vida fechada, em boates, naquela fumaça...Aceitei sair da arena".


FONTE : DICIONARIO CRAVO ALBIN DA MUSICA POPULAR BRASILEIRA

sábado, 6 de novembro de 2010

OSCARITO




Oscarito, pseudônimo de Oscar Lorenzo Jacinto de la Imaculada Concepción Teresa Diaz (Málaga, 16 de agosto de 1906 — Rio de Janeiro, 4 de agosto de 1970) foi um ator hispano-brasileiro, considerado um dos mais populares cômicos do Brasil. Ficou famoso pela dupla que fez com Grande Otelo, em comédias dirigidas por Carlos Manga e Watson Macedo.


Biografia
Nasceu em família circense, vindo para o Brasil com um ano de idade, mas somente naturalizou-se em 1949. Seu pai era alemão e a mãe portuguesa.

Estreou no circo aos cinco anos de idade, ali aprendeu a tocar violino, sendo ainda palhaço, trapezista, acrobata e ator.

Estreou no Teatro de revista em 1932, na peça Calma, Gegê, que satirizava o ditador Getúlio Vargas, de quem tornou-se amigo. No cinema estreou em Noites Cariocas, de 1935, embora tenha figurado num filme anterior, e foi nesta arte que ganhou enorme popularidade no país. Fez parceria com Grande Otelo em diversos filmes de chanchada.

Seu nome, no Brasil, era paralelo para os maiores humoristas do cinema, como Charles Chaplin ou Cantinflas.

Foi casado com Margot Louro, com quem teve dois filhos. Já aposentado, tentou imitar em casa seu pulo característico, tendo o acidente vascular que o matou, a 4 de agosto de 1970.

Trabalhos
Assim era a Atlântida (1975)
Jovens Para Frente (1968)
A Espiã que Entrou em Fria (1967)
Crônica da Cidade Amada (1965)
Os Apavorados (1962)
Entre Mulheres e Espiões (1962)
Dois Ladrões (1960)
Duas Histórias (1960)
O Cupim (1959)
Pintando o Sete (1959)
O Homem do Sputnik (1959)
Esse Milhão é Meu 1958
De Vento em Popa (1957)
Treze Cadeiras (1957)
Vamos com Calma (1956)
Colégio de Brotos (1956)
Papai Fanfarrão (1956)
O Golpe (1955)
Guerra ao Samba (1955)
Matar ou Correr (1954)
Nem Sansão nem Dalila (1954)
Dupla do Barulho (1953)
Três Vagabundos (1952)
Carnaval Atlântida (1952)
Aí Vem o Barão (1951)
Aviso aos Navegantes (1950)
Carnaval no Fogo (1949)
Caçula do Barulho (1949)
É com Este que Eu Vou (1948)
Falta Alguém no Manicômio (1948)
E o Mundo se Diverte (1948)
Asas do Brasil (1947)
Este Mundo é um Pandeiro (1947)
Fantasma por Acaso (1946)
Não Adianta Chorar (1945)
Gente Honesta (1944)
Tristezas não Pagam Dívidas (1944)
O Dia é Nosso (1941)
Vinte e Quatro Horas de Sonho (1941)
Céu Azul (1940)
Banana da Terra (1938)
Bombonzinho (1938)
Está Tudo Aí! (1938)
Alô, Alô Carnaval (1936)
Noites Cariocas (1935)
A Voz do Carnaval (1933)
FONTE WIKIPÉDIA

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

GRANDE OTELO



Grande Otelo (ou Othelo), pseudônimo de Sebastião Bernardes de Souza Prata (Uberlândia, 18 de outubro de 1915 — Paris, 26 de novembro de 1993) foi um ator, cantor e compositor brasileiro. Pai do também ator José Prata.


Biografia
Grande artista de cassinos cariocas e do chamado teatro de revista, participou de diversos filmes brasileiros de sucesso, entre os quais as famosas comédias nos anos 1940/50, que estrelou em parceria com o cômico Oscarito, e a versão cinematográfica de Macunaíma, realizada em 1969. Conheceu Orson Welles quando este veio filmar no Brasil, na década de 1940. O grande ator e diretor estadunidense considerava Grande Otelo como o maior ator brasileiro.

Sua vida teve várias tragédias. Seu pai morreu esfaqueado e a mãe era alcoólatra. Quando já era um ator consagrado, sua mulher se suicidou logo após matar com veneno seu filho de seis anos de idade, que era enteado do ator.

Grande Otelo vivia em Uberlândia quando conheceu uma companhia de teatro mambembe e foi embora com eles, com o consentimento da diretora do grupo, Abigail Parecis, que o levou para São Paulo. Ele voltou a fugir, foi para o Juizado de Menores, onde foi adotado pela família do político Antonio de Queiroz. Otelo estudou então no Liceu Coração de Jesus até a terceira série ginasial.

Participou na década de 1920 da Companhia Negra de Revistas, que tinha Pixinguinha como maestro.

Foi em 1932 que entrou para a Companhia Jardel Jércolis, um dos pioneiros do teatro de revista. Foi nessa época que ganhou o apelido de Grande Otelo, como ficou conhecido.

No cinema, participou em 1942 do filme It's All True, de Orson Welles.

Otelo fez inúmeras parcerias no cinema, sendo a mais conhecida a com Oscarito. Depois os produtores formariam uma nova dupla dele com o cômico paulista Ankito. No final dos anos 50, Grande Otelo apareceria em dupla em vários espetáculos musicais e também no cinema com Vera Regina, uma negra alta com semelhanças com a famosa dançarina americana Josephine Baker. Com o fim da dupla com Vera Regina, Otelo passaria por um período de crise até que voltaria ao sucesso no cinema com sua grande atuação do personagens título de Macunaíma (1969), filme baseada na obra de Mário de Andrade. Participou também do filme de Werner Herzog, Fitzcarraldo, de 1982, filmado na floresta amazônica.

Desde os anos 1960 Otelo era contratado da TV Globo, onde atuou em diversas telenovelas de grande sucesso, como Uma Rosa com Amor, entre várias outras. Também trabalhou no humorístico Escolinha do Professor Raimundo, no início dos anos 1990. Seu último trabalho foi uma participação na telenovela Renascer, pouco antes de morrer.

Grande Otelo faleceu em 1993 de um ataque do coração fulminante, quando viajava para Paris para uma homenagem que receberia no Festival de Nantes.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

PAULO SERGIO






Paulo Sérgio de Macedo, mais conhecido como Paulo Sérgio (Alegre, ES, 10 de março de 1944 – São Paulo, 29 de julho de 1980), foi um cantor e compositor brasileiro.







Não fosse sua morte prematura, aos trinta e seis anos, em decorrência de um derrame cerebral, Paulo Sérgio certamente seria lembrado como um dos maiores nomes da música romântica nacional. O cantor e compositor capixaba iniciou sua carreira em 1968, no Rio de Janeiro, lançando um compacto com o sucesso Última Canção. O disco obteve sucesso imediato e vendeu 60 mil cópias em apenas três semanas, transformando seu intérprete num fenômeno de vendas. A despeito da curta carreira, Paulo Sérgio lançou treze discos e algumas coletâneas, obtendo uma vendagem superior a oito milhões de cópias.



Biografia
Primeiro filho do alfaiate Carlos Beath de Macedo e de Hilda Paula de Macedo, Paulo Sérgio, se não tivesse manifestado desde cedo o intento de tornar-se músico profissional, talvez teria se realizado como alfaiate, haja vista que aos dez anos frequentava a alfaiataria do pai, aprendendo os primeiros segredos da agulha e da tesoura. Porém, a veia artística já se desenhava cedo. Aos seis anos de idade, quando em sua cidade natal Alegre-ES, apareceram as caravanas de artistas de emissoras de rádio do Rio de Janeiro, Paulo Sérgio participou, ao fim do espetáculo, de um mini-concurso de calouros. Foi escolhido o melhor dentre vários concorrentes, passando a ser requisitado como atração especial em todas as festinhas da pequena Alegre.

Ao chegar no Rio de Janeiro, para onde a família se mudara em meados dos anos 50, a trajetória do menino Paulo ganhou uma nova conotação. Estudou no Colégio Pedro II e morava em Brás de Pina, na zona norte carioca, quando terminou o ginásio. Aos 15 anos, foi trabalhar em uma loja no bairro de Bonsucesso. Coincidência ou não, era uma loja de discos e eletrodomésticos, chamada “Casas Rei da Voz”. Como tocava bem violão, logo os amigos o incentivaram e Paulo Sérgio começou a mostrar suas composições.

Os anos 60 sacudiam a juventude e Paulo Sérgio fez seu batismo no programa Hoje é Dia de Rock, comandado por Jair de Taumaturgo, o mais badalado entre os jovens do Rio. Posteriormente, passaria ainda por muitos outros programas de calouros, como o Clube do Rock, do saudoso Rossini Pinto, onde muitos outros ídolos que iriam formar o pessoal da Jovem Guarda se apresentaram. Em 1966, no filme Na Onda do Iê-iê-iê, Paulo Sérgio aparece como calouro do Chacrinha, cantando a canção Sentimental Demais de Altemar Dutra.

Em 1967, uma nova e grande oportunidade de Paulo Sérgio surgiu, quando um amigo seu foi convidado para realizar testes na gravadora Caravelle, do empresário Renato Gaetani. Paulo, então, prontificou-se a acompanhar o amigo ao violão, que infelizmente não teve sorte. Porém, durante o teste, descobriram que Paulo Sérgio também cantava e, já que estava ali, manifestaram interesse em ouvir algumas de suas composições.

Um contrato foi prontamente assinado e dentro de poucos dias Paulo Sérgio gravou um compacto simples, que continha as músicas Benzinho e Lagartinha. Entretanto, a sua afirmação definitiva deu-se com o lançamento, em 1968, do primeiro disco, denominado Paulo Sérgio - Volume 01, que, alavancado pelo grande sucesso Última Canção, vendeu mais de 300.000 cópias. Paralelo ao sucesso meteórico de Paulo Sérgio, surgiu a acusação de que o mesmo era um imitador do cantor Roberto Carlos, então ídolo inconteste da juventude, dada a semelhança do seu timbre vocal. Como contrapartida, naquele mesmo ano Roberto Carlos lançaria o álbum O Inimitável.

Do sucesso inicial advieram propostas para que Paulo Sérgio ingressasse numa grande gravadora. Em 1972, este assinaria um vultoso contrato com a Copacabana, o qual, em razão das cifras envolvidas, foi considerado o maior acontecimento artístico daquele ano. Pelo selo Beverly, Paulo Sérgio lançaria ao todo oito álbuns.

No dia 4 de março de 1972, Paulo Sérgio contraiu matrimônio com Raquel Teles Eugênio de Macedo, a qual conhecera casual e sugestivamente num pequeno acidente de trânsito. O casamento aconteceu secretamente, numa cerimônia simples, em Castilho, pequena cidade do interior de São Paulo. Em 23 de maio de 1974, nascia Rodrigo, que mais tarde usaria artisticamente o cognome de Paulo Sérgio Jr. Além de Rodrigo, Paulo Sérgio tivera ainda duas filhas, Paula Mara e Jaqueline Lira, fruto de relacionamentos anteriores.

Últimos momentos
No dia 27 de julho de 1980, um domingo, Paulo Sérgio fez sua última apresentação na TV. Esta ocorreu no programa do apresentador Édson Cury (o Bolinha), da Rede Bandeirantes de Televisão, onde cantou duas músicas do seu último trabalho fonográfico: “O Que Mais Você Quer de Mim” e “Coroação”. Logo após apresentar-se no “Programa do Bolinha”, nos arredores do teatro onde aquele programa era veiculado, na Avenida Brigadeiro Luiz Antônio (São Paulo-SP), Paulo Sérgio envolveu-se num incidente que talvez tenha provocado sua morte.

Ele saiu do auditório para pegar seu carro, estacionado próximo à Avenida Brigadeiro Luís Antônio. Várias fãs o cercaram. Queriam beijos, autógrafos, carinhos, fotografias. Uma delas, agressivamente, começou a comentar fatos relacionados à vida íntima do cantor e sua mulher, Raquel Telles Eugênio de Macedo.

Para evitar encrencas os amigos trataram de afastar Paulo dela, enquanto a moça garantia que ainda tinha muito a dizer. Já nervoso, Paulo Sérgio deu a partida em seu carro, mas, quando manobrou o veículo, foi atingido por uma pedrada no para-brisa. Fora de si, ele desceu do automóvel e partiu em perseguição à moça. Esta se refugiou no interior de um edifício, para onde o zelador não permitiu que Paulo a seguisse. Furioso, Paulo avaliou os danos causados a seu veículo e aguardou vários minutos, na calçada, que a garota voltasse à rua.

Seus acompanhantes procuraram acalmá-lo. Ele ainda teria de cumprir três apresentações, antes que o domingo terminasse. Finalmente, o convenceram a esquecer o incidente e sair dali. Rumaram para uma pizzaria em Moema. Paulo tentou fazer um lanche, mas não conseguiu comer direito. Tinha muita dor de cabeça e nenhum apetite.

A primeira apresentação foi no Grajaú. Quando terminou de cantar, Paulo chamou seu secretário, pedindo a ele que encontrasse uma farmácia e providenciasse comprimidos para sua dor de cabeça, que estava cada vez mais violenta. Ingeriu dois de uma só vez e partiu para Itapecerica da Serra. Mas lá só conseguiu cantar quatro músicas. A sua cabeça latejava dolorosa e implacavelmente e a sua visão estava começando a ficar turva. Ele cambaleou até o camarim. Logo depois, os amigos o encontraram alternando-se entre gemidos e gritos de dor e tendo tremores por todo o corpo. Foi levado até o carro e transportado para o Hospital Piratininga. De lá, o enviaram para o Hospital São Paulo. Quando chegou ao mesmo, já estava em coma. O diagnóstico foi rápido e assustador: Paulo Sérgio tivera um derrame cerebral.

Após as primeiras providências clínicas, Paulo Sérgio foi internado na Unidade de Terapia Intensiva. Teve início assim uma desesperada batalha pela sua sobrevivência. Amigos e parentes foram alertados. Apesar de preocupados, todos, tanto familiares como fãs e equipe médica, estavam confiantes até aquele momento. Afinal, ele era um homem forte, sadio… e com apenas 36 anos. Com esse perfil, todos acreditavam que não havia motivo para que se duvidasse de sua recuperação.

No entanto, mesmo com a equipe médica fazendo tudo que foi possível, seu esforço de nada adiantou. Na manhã de segunda-feira, 28 de julho, os corredores do hospital já estavam repletos de pessoas que queriam ver e saber alguma notícia sobre o estado de Paulo Sérgio. O otimismo já cedia lugar a um certo desespero. Afora os familiares, ninguém mais naquele momento tinha autorização para entrar na UTI, onde ele se encontrava.

As reações de Paulo Sérgio continuavam desfavoráveis. O Dr. Pimenta, chefe da equipe que incansavelmente tentava reabilitar o cantor, após exames minuciosos, revelou aos familiares de Paulo que suas possibilidades de sobrevivência já eram mínimas, quase nulas. Mesmo assim, a luta prosseguia. No hospital, a vigília permanecia continua. Mais uma noite e o estado de saúde de Paulo Sérgio, ao invés de melhorar, se agravou. Às 14 horas e trinta minutos de terça-feira, 29 de julho, já não havia a menor possibilidade de melhora. O cantor Paulo Sérgio estava praticamente sem vida, apenas os aparelhos mantinham sua respiração e seus batimentos cardíacos. Às vinte horas e trinta minutos, foi anunciado o fim de sua longa e dolorosa agonia. Apesar de todo o esforço feito para salvá-lo, Paulo Sérgio estava morto.

Durante a madrugada e a manhã seguinte o corpo do cantor ficou exposto para visitação no velório do Cemitério de Vila Mariana, em São Paulo. Atendendo ao pedido dos pais de Paulo Sérgio, o seu corpo foi sepultado no Rio de Janeiro. Na capital carioca, o velório ocorreu no Cemitério do Caju. Entre os cantores que prestaram suas últimas homenagens, podemos citar Antônio Marcos, Jerry Adriani, Agnaldo Timotéo e Zé Rodrix. Às 16 horas do dia 30 de julho (quarta-feira), o seu corpo baixou à sepultura ao som de seu maior sucesso, “Última Canção”.


FONTE WIKIPEDIA

terça-feira, 12 de outubro de 2010

ORLANDO DIAS


Orlando Dias, nome artístico de José Adauto Michiles (Recife, 1 de agosto de 1923 — Rio de Janeiro, 11 de agosto de 2001), foi um cantor e compositor brasileiro.

Cantor diferenciado e muito polêmico, seu principal sucesso foi Tenho ciúme de tudo. Gravou também músicas de apelo bem popular como Com pedra na mão e Coração de pedra.

Cantor. Compositor. Neto de um violonista e também poeta, de quem herdou a veia artística e se iniciou na música. Em meados da década de 1940, casou-se e pouco depois ficou viúvo. Deixou Recife definitivamente em 1950.

Sua marca registrada eram suas interpretações cheias de estilo, exageradas, que se constituíam em verdadeiros "happenings" (o lenço branco acenado, gestual teatral, inclusive a mania de se ajoelhar no palco, declamação de versos emocionados e roupas desalinhadas), sendo portanto um dos precurssores do que hoje se chama estilo "brega-romântico".

Em 1938, deu início à carreira, participando de um programa de calouros sem sucesso. Logo depois, em outra tentativa na Rádio Clube de Pernambuco, foi mais feliz. Nessa época, costumava imitar o ídolo Orlando Silva. Na década de 1940, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde conseguiu contrato na Rádio Mayrink Veiga. Voltou ao Recife, por volta de 1946, mas depois da perda da esposa, decidiu voltar ao Rio de Janeiro. Gravou seu primeiro disco pela Todamérica em 1952, com "Tive ciúme", um samba de Almeida Freire e

"Ainda não sei", um bolero de Peterpan. No ano seguinte lançou o samba "Não te quero bem nem mal", de J. Cascata e Leonel Azevedo. Em 1954 gravou o fox-trot "Façamos as pazes", de Luiz de França, Ubirajara Nesdan e Nelson Bastos. Em 1955 gravou na Mocambo o baião "Perigo de morte", de Gordurinha e Wilson de Morais. No fim da década de 1950, passou a cantar com o estilo que lhe deu fama. Em 1959 estreou na Odeon com os boleros "Se eu pudesse", de Valdir Machado e "Nas tuas horas de tristeza", de Cid Magalhães. Atingiu o auge de sua carreira no início dos anos 1960. Nessa época lançou da dupla Arsênio de Carvalho e Lourival Faissal a guarânia "Minha serás eternamente". Em 1961, lançou com sucesso o bolero "Tenho ciúmes de tudo", de Valdir Rocha. No ano seguinte gravou mais dois boleros de Valdir Machado, compositor do qual gravava composições frequentemente. Em 1963, gravou com êxito o LP "Se a vida fosse um sonho bom", trazendo, além da faixa-título, "Beija-me", ambas de autoria de Valdir Machado. Em 1965, lançou para o carnaval o samba "Saravá", de Zilda Gonçalves e Jorge Silva. Em 1966, lançou novo LP pela Odeon intitulado "O ator da canção", onde se destacaram as músicas "Sonho de amor", de Arsênio de Carvalho, e "Uma esmola", de Ramirez, com versão de Pedro Lopes. Em 1968, lançou o LP "O atual", também pela Odeon, com destaque para "Amor desesperado", de Dino Ramos, com versão de Romeu Nunes, e "Perdoa-me", de Manzareno, com versão de Rubem Carneiro. Em 1973, gravou novo LP Odeon com o título "O cantor mais popular do Brasil", com destaques para "Leva-me contigo", de sua própria autoria, e "Tu partiste", de Pedrinho. Nos anos 1980 passou a viajar pelo interior para divulgar seus discos, apresentando-se em rádios locais. Fez excursão à Europa e, em 1997, regravou vários sucessos em CD intitulado "Vinte supersucessos". Ao longo da carreira, vendeu cerca de 6 milhões de discos.
fonte wikipedia

RENATO GUIMARÃES













Rio de Janeiro/RJ. 23/4/1939 ---------- 1964)

Renato Diniz Guimarães, conhecido artisticamente apenas como Renato Guimarães foi um cantor de gênero romântico, que fez muito sucesso com sua voz potente interpretando boleros, sambas-canções e baladas - foi para não ser confundido com ele que o cantor Nilton Guimarães mudou o nome para Nilton César (E não confundir com outro cantor que atende ora por Renato Guimarães, ora Renato Gabbiani).

No ano de 1960 gravou o fox-mambo "Show na Cinelândia", de Zé Kéti e Gilson Santomauro e os boleros "Se Deus quiser", de Luiz Mergulhão e Flora Matos e "Ninguém é de ninguém", de Luiz Mergulhão, Toso Gomes e Umberto Silva.

Mudou-se para São Paulo em final de 1961, quando gravou a "Marcha das fontes", de Rubens Machado e Aderaldo Monteiro. No mesmo ano gravou o rock "Hey, Sheriff", de B. Kaye, D. Hill e E. Lee, com versão de Juvenal Fernandes e a guarânia "Teus olhinhos", de Lúcio Cardim. No ano seguinte gravou o samba canção "Deus perdoa", de Lucio Cardim. Em 1963 gravou os boleros "Quem depois de mim", de Hervê Cordovil e David Nasser e "Nasci para te amar", de Fernando Dias. No ano seguinte gravou "Batuque do amor", de Mário Albanese e Heitor Carrilho e o bolero "Amor sincero", de Nízio e Sebastião Aurélio.

Seu maior sucesso foi o bolero “Poema”. Infelizmente, Guimarães faleceu ainda jovem.

Renato casou-se e teve uma linda menina, Cláudia Renata. Comprou a boite Saint Germain, lá pelos lados do Aeroporto de Congonhas, e gostava de colecionar bebidas.

Fonte: Arquivo do Rock Brasileiro.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

hebe camargo



Hebe Maria Camargo (Taubaté, 8 de março de 1929 e Faleceu em 29 de setembro 2012)[1] é uma consagrada apresentadora de televisão, atriz e cantora brasileira.



Nascida em Taubaté, filha de Ester e Sigesfredo (Fego) Monteiro de Camargo, Hebe teve uma infância humilde. Na década de 1940, formou, com sua irmã Stella Camargo Reis, a dupla caipira "Rosalinda e Florisbela". Seguiu na carreira de cantora com apresentações de sambas e boleros em boates, quando abandonou a carreira musical para se dedicar mais ao rádio e à televisão.

Ela estava no grupo que foi ao porto da cidade de Santos buscar os equipamentos de televisão para a formação da primeira rede brasileira, a Rede Tupi. Foi convidada por Assis Chateaubriand para participar da primeira transmissão ao vivo da televisão brasileira, no bairro do Sumaré, em São Paulo, em 1950. No primeiro dia de transmissões da Rede Tupi, Hebe Camargo deveria cantar logo no início das transmissões o "Hino da Televisão", mas alegou estar doente e faltou ao evento, sendo substituída por Lolita Rodrigues.

Durante muito tempo as duas, que são amigas desde aquela época, não admitiram se Hebe deixou de cantar o Hino porque estava doente ou se foi por causa de um encontro amoroso. No programa "Irritando Fernanda Young", exibido no dia 30 de dezembro de 2002 pelo canal pago GNT ela revelou ter ido acompanhar seu namorado na época numa cerimônia, onde ele seria promovido, no Teatro Cultura Artística.

O programa Rancho Alegre (1950) foi um dos primeiros programas em que Hebe participou na TV Tupi, Canal 3, de São Paulo: Hebe fez um dueto com o cantor Ivon Curi, sentada em um balanço de parquinho infantil. Estas imagens estão gravadas em filme e são consideradas relíquias da televisão brasileira, uma vez que o videotape ainda não existia e na época não se guardava a programação em acervos, como atualmente.

A estreia na TV ocorreu, em 1955, no primeiro programa feminino da TV brasileira, O Mundo é das Mulheres, onde chegou a apresentar cinco programas por semana.

Em 10 de abril de 1966, vai ao ar, pela primeira vez, o programa dominical de Hebe Camargo, pela TV Record (Canal 7 de São Paulo, atual Rede Record); o programa a consagra como entrevistadora e ela se torna líder absoluta de audiência, acompanhada do músico Caçulinha e seu Regional.

Durante a Jovem Guarda, Hebe deu espaço a novos talentos, como Roberto Carlos, Martinha, Wanderléa e Ronnie Von, a quem apelidou de Príncipe.

Logo depois, a apresentadora Cidinha Campos veio ajudá-la nas entrevistas. Hebe também arranjava tempo para o seu programa diário na Jovem Pan - Rádio Panamericana.

Hebe passou por quase todas as emissoras de TV do Brasil, entre elas a Record e a Bandeirantes, nas décadas de 1970 e 1980.

Desde 1986 Hebe está no SBT, onde já apresentou três programas: Hebe, que ainda está no ar, Hebe por Elas e Fora do Ar, além de participar do Teleton e em especiais humorísticos, como um quadro do espetáculo da entrega do Troféu Roquette Pinto, Romeu e Julieta, em que contracenou com Ronald Golias e Nair Bello, já falecidos, artistas que foram grandes amigos da apresentadora.

O programa Hebe, no ar desde o dia 4 de março de 1986, atualmente nas noites de segunda-feira, e durante algum tempo nas noites de terça-feira e sábados, a apresentadora recebe convidados para pequenos debates e apresentações musicais: todos se sentam em um confortável sofá, que é quase uma instituição da televisão brasileira.

Atrações internacionais como Julio Iglesias, Enrique Iglesias, Laura Pausini, Thalia, Gloria Stefan, Shakira, Sarah Brightman, entre outros, são convidados recorrentes no programa.

Em 1995, a gravadora EMI lançou um CD com os maiores sucessos de Hebe. Em 1999 voltou a lançar um CD. Em 22 de abril de 2006 comemorou o 1.000º programa pelo SBT.

Atualmente, o programa Hebe é exibido todas as segundas-feiras, às 21:00

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

mario lanza







Mario Lanza (Alfredo Arnold Cocozza) nasceu aos 31 de janeiro de 1921 na Filadélfia, filho de imigrantes italianos e morreu em Roma, aos 7 de outubro de 1959.






Pode-se considera-lo como um fenômeno da música no século XX, excepcionalmente nos anos de 1940 e 1950. Um magnífico tenor spinto com uma coloração belíssima e dono de uma potência extraordinária que lhe deram um timbre característico. Mas, apesar de tudo isso, ele não se dedicou a carreira lírica, dando preferência aos modernos meios de comunicação, como o rádio, o disco, o cinema e a televisão. Sua atuação mais famosa no cinema foi no papel de Enrico Caruso, no filme “O Grande Caruso”, que redeu cerca de 25 milhões de dólares aos produtores. Como cantor chegou a receber em menos de 1 ano 764 mil dólares por seus discos.







Foi descoberto pelo então regente, na época, da Orquestra Sinfônica de Boston, Serge Koussewitzky, ao ser apresentado pela sua professora de canto Irene Willians, que pediu a Mario para cantar “Vesti la Giuba” ao maestro, que ficou maravilhado com seu timbre e o chamou para ir até Tanglewood com a sinfônica, inciando assim uma das mais brilhantes carreiras de tenor século passado.
















Fonte last.fm Editado por marcustiso

terça-feira, 28 de setembro de 2010

cardapiocultural.podbean.com


Musica boa e de qualide é aqui vocês vão ouvir a historia e as musicas dos cantores que já se foram ou que estão por aqui nos agraciando com suas musicas,garanto que vão gostar.è só copiar o endereço e começar ouvir.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

vassourinha


Ele nasceu Mário Ramos de Oliveira em 16 de maio de 1923 em São Paulo, filho de Mauro Almeida Ramos e Teresa Dias de Assunção, dados colhidos de sua carteira profissional, único registro encontrado.

Jaime Faria da Rocha, redator de textos comerciais da Rádio Record, vivia dizendo que na pensão onde morava havia um garoto com muito ritmo, cantor e tocador de pandeiro. No dia 10 de novembro de 1936, aos 12 anos de idade, foi admitido na rádio como contínuo, com salário de cem mil réis, no horário das 8 às 18 horas. À noite apresentava-se nos programas da emissora. Antes, em 1935, havia participado do filme "Fazendo Fita", último trabalho do diretor italiano Vittorio Capellaro, no qual se destacavam Alzirinha Camargo e a dupla Alvarenga e Ranchinho.

Ele começou cantando com o nome de Juracy, nome que servia tanto para homem como para mulher, já que sua voz tendia para timbres agudos, infantis. Em 1938, começou a intensificar suas atividades de cantor. O salário passou a ser de 300 mil réis e fazia muito sucesso cantando em dupla com Haidê Marcondes.

Houve um momento em que o nome Juracy já não lhe cabia bem, sendo necessário um apelido artístico mais convincente. Na Record, lembraram-se de um motorista de táxi (naquela época, chofer de praça) que havia em São Paulo, no Largo do Paissandu, cujo apelido era “Vassoura”. Negro muito alegre (“de risada escandalosa”, dizem os que o conheceram), ele havia conquistado essa alcunha pelo fato de, altas horas da noite, levar para casa os últimos freqüentadores do Ponto Chic, que, na ocasião, era o reduto da grã-finagem de São Paulo. Ou seja, este motorista “varria” os retardatários do Ponto Chic. Figura muito popular na capital paulista, “Vassoura” seria imediatamente lembrado ao se precisar de um nome artístico eficiente para o jovem Mário Ramos de Oliveira. Passaram então a inventar que Mário era filho do “Vassoura” – e assim ficou Vassourinha.

Foi nesse período que se tornou grande amigo de Isaura Garcia, também começando na Record, e apresentaram-se juntos em programas de rádio, em espetáculos de teatro e excursões pelo interior do Estado. Eles costumavam apresentar em dupla os números que Carmen Miranda cantava em dueto com Almirante e Luís Barbosa. Carmen Miranda tinha tanta admiração por ele, que quando vinha a São Paulo apresentar-se com sua irmã Aurora e o cantor Silvio Caldas, fazia questão de que Vassourinha participasse desses espetáculos.

Seu repertório nessa época era calcado quase todo no de Silvio Caldas, João Petra de Barros e Luís Barbosa. Este último, por sinal, havia sido o ponto de partida de Vassourinha. Luís Barbosa foi o introdutor do samba de breque, reconhecido como grande sambista, seja por sua bossa inigualável, seja pelas inflexões originalíssimas que imprimia ao que interpretava. Morreu de tuberculose em 1938, aos 28 anos de idade. Falou-se, na ocasião, que não haveria mais substituo para ele, pois do jeito que ele cantava ninguém mais seria capaz de fazer. Vassourinha demonstrava em tudo ser o sucessor natural de Luís Barbosa. Eles tinham a voz mais ou menos parecida, tendiam para as mesmas inflexões maliciosas do samba e gostavam de cantar acompanhando-se com pandeiro ou chapéu de palha. Foi, de fato, o que aconteceu. A partir de 1938, com o desaparecimento de Luís Barbosa, Vassourinha começa a ocupar-lhe o lugar. Nesse momento, seu único obstáculo para a projeção nacional é o fato de ser paulista e atuar em São Paulo. Mas, com todos os empecilhos que lhe são colocados pelas segregações do bairrismo nacional, ainda assim se faz notado e comentado em todo o país, a ponto de ter aparecido na capa da importante revista Carioca.

Pouco se sabe de sua vida particular já que sempre se mostrou muito reservado. Seus amigos mais próximos diziam que sempre que a conversa descambava para esse lado ele acabava mudando de assunto. O que se sabe é que morava na Barra Funda e não tinha irmãos.

Em 1940, enfim, surge a primeira oportunidade de gravação. Nessa ocasião, já ganhava 600 mil réis na Record e em sua carteira profissional constava que era “cantor e auxiliar de escritório”. O compositor Antônio Almeida tinha ido à rádio para acertar com a direção uma temporada com os Anjos do Inferno, de quem era uma espécie de empresário. Enquanto conversava com Raul Duarte e Blota Júnior, ouviu bem próximo alguém cantando seus sambas e descobriu ser um garoto do elenco da rádio a quem chamavam de Vassourinha. Raul Duarte pediu-lhe que usasse de sua influência no Rio de Janeiro para conseguir-lhe uma gravação. Vassourinha interpretava um choro de João de Barro e Alberto Ribeiro, “Seu Libório”, que havia sido lançado muito tempo antes por Luís Barbosa. Luís inclusive havia cantado “Seu Libório” no filme “Alo, alô, Carnaval”, de Wallace Downey e Ademar Gonzaga, lançado em 1936, mas como pertencia a outra gravadora, João de Barro – nesta época ligado a Columbia – não autorizou o registro, aguardando outra oportunidade. Essa era a oportunidade e Almeida usou esse argumento para convencer Braguinha a aceitar Vassourinha na Columbia. Do outro lado dessa gravação, colocariam outro choro – “Juracy” – este do próprio Almeida e de Ciro de Souza.

Em meados de 1941, Vassourinha gravava seu primeiro 78 rpm. Tinha cinco anos de rádio e dezessete de idade. “Seu Libório” e “Juracy”, desse disco lançado em 23 de julho de 1941, conquistaram extraordinário sucesso em todo o Brasil. Tinham no acompanhamento Chiquinho e seu ritmo. Na mesma sessão de gravação, Vassourinha havia gravado mais duas músicas, ao que tudo indica, “Emília” (de Haroldo Lobo e Wilson Batista) e “Ela vai à feira” (de Roberto Roberti e Almanyr Greco), que seriam lançadas em um 78 rpm dois meses depois, em 19 de setembro. Nem bem as duas primeiras músicas haviam se projetado como sucesso nacional, “Emília” também estourava, aumentando ainda mais o prestígio de Vassourinha e tornando-se o número mais característico de seu repertório. Em novembro, o cantor é chamado novamente ao Rio para gravar mais quatro músicas, ou como se dizia na época “quatro faces”. Registrou quatro músicas para o Carnaval de 1942: “Chik, chik, bum” (marcha de Antônio Almeida), “Apaga a vela” (marcha de João de Barro), “Olga” (samba de Alberto Ribeiro e Satyro de Mello) e “Tá gostoso” (marcha de Alberto Ribeiro e Antônio Almeida) que foram lançadas simultaneamente em dois discos em 3 de dezembro de 1941.

Com o sucesso no Rio, a Record começava a perdê-lo. Apesar do enorme sucesso, não chegou a ter um bom resultado financeiro já que se ganhava muito pouco com discos e shows. Costumava freqüentar o Café Nice, onde tomava chope e se encontrava com os maiores cantores e compositores da época. As duas derradeiras gravações de Vassourinha foram feitas em março de 1942, com acompanhamento de Benedito Lacerda e seu regional. Os quatro sambas – “...E o juiz apitou” (de Antônio Almeida e J. Batista), “Amanhã eu volto” (de Antônio Almeida e Roberto Martins), “Amanhã tem baile” (de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira) e “Volta pra casa, Emília” (de Antônio Almeida e J. Batista) – saíram em discos respectivamente lançados em 25 de abril e 12 de maio, conquistando novo sucesso. Uma curiosidade: o J. Batista, parceiro de Almeida, não é outro senão o grande Wilson Batista, que, na ocasião, havia mudado para outra sociedade e por isso aparecia com outro nome. Autor de uma sociedade não podia fazer parceria com autor de outra, daí que Wilson se escondeu sob o nome do pai, José Batista, assinando como J. Batista.

Nessa época, começou a sentir os sintomas da doença que viria a vitimá-lo. Costumava agarrar-se aos cotovelos alegando dores estranhas nos ossos. Em julho de 1942, ao chegar de trem de São Paulo, Vassourinha telefonou ao compositor Ciro de Souza, marcando um encontro para tratar de detalhes da gravação que iria fazer de um novo samba dele chamado “Mademoiselle Joujoux”. Combinaram de se encontrar na Galeria Cruzeiro, na avenida Rio Branco. Ao ver Vassourinha, Ciro ficou espantado com sua aparência. Ele estava abatido, com febre alta e confessou não estar se sentindo bem. Ciro levou-o ao consultório de um amigo, Dr. Mário Braune, na rua São José, que o examinou durante 40 minutos e concluiu que o caso era muito sério e que era tarde demais. Ciro não entendeu direito a explicação do médico, mas parecia tratar-se de uma doença muito rara, onde entrava tuberculose, reumatismo e outras moléstias e que já havia atingido o coração, havendo necessidade de socorro urgente. Antes de aplicar-lhe uma injeção, o médico recomendou que o rapaz voltasse para São Paulo em passagem sem leito. Segundo ele, “se esse moço se deitar, não levanta mais”. Ciro comprou passagens para o trem das 21 horas, mas não pode acompanhá-lo na viagem pois era funcionário do Arsenal de Guerra e não podia faltar ao serviço. Ele explicou a situação ao chefe do trem, que vinha a ser um grande admirador de Vassourinha, e este prometeu que cuidaria dele durante toda a viagem e ajudaria na chegada a São Paulo. Pediu a Vassourinha que telefonasse ao Rio informando seu estado de saúde. Passados oito dias sem notícias, Ciro de Souza foi para São Paulo e encontrou-o em casa – descrita por Ciro como “muito limpinha, apesar de pobre” – com uma péssima aparência. Falava mal e mostrava-se muito ofegante. Isaura Garcia visitou Vassourinha durante essa fase e na sua opinião faltou-lhe assistência médica adequada. Sua mãe estava certa que a causa de todo o mal tinha sido a viagem ao Rio, onde deveria ter tomado algum golpe forte de ar e o tratava com benzeduras e arruda. Quando o médico chegou, já era tarde demais. Segundo Isaurinha, o médico lhe calcava o dedo na testa e os ossos afundavam, como se virassem pó.

A causa da morte de Vassourinha é até hoje desconhecida. Na baixa de sua ficha na Rádio Record, consta como tendo sido 31 de julho de 1942 a data de seu falecimento. Raul Duarte, porém, dizia ser 3 de agosto a data correta. O certo, enfim, é que desaparecia, aos 19 anos de idade, uma das maiores revelações de todos os tempos da música popular brasileira.


Suas 12 gravações – reunidas em um LP da Continental em 1976 - foram relançadas recentemente em CD na coleção "Arquivos Warner".

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

monsueto



Monsueto Campos de Menezes (Rio de Janeiro, 4 de novembro de 1924 — Rio de Janeiro, 17 de março de 1973) foi um sambista, cantor, compositor, instrumentista, pintor e ator brasileiro

Sambista que transitava por todas as escolas de samba sem ser diretamente vinculado a nenhuma, é o autor de sambas clássicos como "Mora na Filosofia" e "Me Deixa em Paz". Nascido no morro do Pinto, tocou como baterista em alguns conjuntos, inclusive no Copacabana Palace. Seu primeiro grande sucesso foi "Me Deixa em Paz" (com Airton Amorim), gravado em 1952 por Marília Batista. Em seguida outros intérpretes gravaram outras composições de sua autoria. Atuou também em cinema e na televisão, onde interpretava o popular personagem Comandante, na TV Rio. No fim da década de 1960 passou a dedicar-se mais à pintura primitivista, participando de exposições e recebendo prêmios. Em 1970 participou da gravação de "Tonga da Mironga do Kabuletê", que marcou o início do êxito da dupla Toquinho/ Vinicius de Moraes. Depois de sua morte outros cantores e compositores regravaram suas músicas, dando a Monsueto o merecido destaque. Alaíde Costa gravou "Me Deixa em Paz" no disco Clube da Esquina, de Milton Nascimento, Caetano Veloso gravou "Mora na Filosofia" no disco Transa e muitos outros.

Gravações de Monsueto
Todas compostas pelo próprio, exceto onde notado.

A fonte secou (com Tufic Lauar e Marcléo)
Eu quero essa mulher assim mesmo (com José Batista)
Me deixa em paz (com Aírton Amorim)
Mora na filosofia (com Arnaldo Passos)
Couro do falecido (com Jorge de Castro)
Tá para acontecer (com José Batista e Ivan Campos)
Levou fermento (com José Batista)
Me empresta teu lenço (com Elano de Paula e Nicolau Durso)
Rua Dom Manuel (com Jorge de Castro)
Senhor Juiz (com Jorge de Castro)
Prova Real (de Oderlandes Rodrigues, Edson Santana e Amado Régis)
Bola Branca (de Antônio Guedes, Otávio Lima e Estanislau Silva)
Chica da Silva (de Anescar e Noel Rosa)
Maria Baiana
Sambamba
Copacabana de tal
Este samba tem parada
Água e azeite (com Estanislau Silva)
Na menina dos meus olhos (com Flora Mattos)
Lamento da lavadeira (com João Vieira Filho e Nilo Chagas)
Na casa de Antônio Jób (com Venâncio)
Nó molhado (com José Batista e Ivan Campos)
Morfeu (com Luiz Reis)
Segunda Lua-de-Mel (com Flora Mattos)
Fogo no morro (com José Batista)
Aula de samba francês
Mané João (com José Batista e Ivan Campos)
Retrato de Cabral (com Raul Marques

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

pedro celestino




Pedro Celestino era irmão de Vicente Celestino, cantor que grande sucesso alcançou com muitas músicas, principalmente com a gravação de"O Ébrio". Pedro Celestino, irmão mais novo, também era cantor e já em 1928 gravou:"Gosto de Apanhá", pela Odeon. E também: "Viva a Penha". No mesmo ano lançou o tango:"Caboquinha"e "Peixinhos do Mar". Em 1929, lançou"O Guasca", e o fado-toada:"A Vida É Um Inferno , Onde As Mulheres São Os Demônios", que era de autoria de Lamartini Babo e Zeca Ivo. Gravou ainda : "Campineiro", de Sinhô. Em 1931 participou da opereta:"As Pastorinhas", no Teatro Recreio, do Rio de Janeiro.

Depois de 10 anos, voltou a gravar e o fez em 1941, gravando a valsa:"Pertinho do Céu", de Vicente Paiva e Ariovaldo Pires. Depois gravou:"História de Circo". Em 1947, gravou de sua autoria:"Confissão"e de Átila Iório e Alberto Oliveira :"O Vagabundo".Em 1948, gravou: "Supremo Adeus", de Belmácio Jordão e Benedito Costa e "Desespero", de René Bittencourt. Depois gravou o tango:"Guitarra de Marfim", de Arlindo Pinto e J.M. Alves. Em 1953 gravou : "Olhos Criminosos", de René Bittencourt e: "Rua da Saudade", de Arnaldo Pescuma.

Foi por essa época que Pedro Celestino apareceu na TV Tupi de São Paulo e, ao lado de Tersina Sarraceni fez uma temporada de operetas. Isso foi muito importante para a TV Tupi, pois eram encenadas operetas famosas, com grandes interpretes e grandes cantores. Vários atores da TV Tupi entraram na programação, tais como: João Monteiro,Marcos Ayala, Tânia Amaral,Arnaldo Pescuma e a orquestra comandada pela maestro Petriolli.

O sucesso de Pedro Celestino foi total, principalmente quando foi montada a famosa opereta:"A Viúva Alegre"

discos gravados

Odeon - 122.078 (1922)

1. Ó Rosa (J. B. da Silva "Sinhô")
Marchinha

Odeon - 122.976 (1926)

1. Morena Do Sertão (Freire Júnior)
Modinha

Odeon - 122.978 (1926)

1. Ó Rosa (J. B. da Silva "Sinhô")
Marcha

Odeon - 123.020 (1926)

1. Balacuchée (Américo Guimarães)
Samba

Odeon - 123.021 (1926)

1. Dona Boa (d. Boa) (morena) (F. Martins)
Samba

Odeon - 123.027 (1926)

1. Quem Fala De Mim Tem Paixão (J. B. da Silva "Sinhô")
Samba

Odeon - 123.028 (1926)

1. Ai Noêmia (Francisco A. Da Rocha)
Samba

Odeon - 123.029 (1926)

1. Morro De Mangueira (Manoel Dias)
Samba

Odeon - 123.054 (1926)

1. Pobrezinho (Joubert de Carvalho)
Tango

Odeon - 123.056 (1926)

1. Seduções De Um Beijo (Joubert de Carvalho)
Valsa

Odeon - 123.057 (1926)

1. Sinos De Natal (Erothides de Campos)
Tango

Odeon - 123.084 (1926)

1. Agonia (Joubert de Carvalho)
Tango

Odeon - 123.085 (1926)

1. Ave-Maria (Erothides de Campos)
Valsa lenta

Odeon - 123.296 (1927)

1. Tudo Acabado (Cândido das Neves "Índio")
Canção

Odeon - 123.297 (1927)

1. Teu Amor Foi Minha Vida (José Francisco de Freitas)
Canção

Odeon - 123.308 (1927)

1. Salve Rainha (José Francisco de Freitas)
Valsa lenta

Odeon - 123.309 (1927)

1. Revivendo O Passado (Francisco Léo)
Valsa lenta

Odeon - 123.312 (1927)

1. Malandrinha (Freire Júnior)
Modinha

Odeon - 123.313 (1927)

1. O Fim Do Mundo Onde É (J. B. da Silva "Sinhô")
Samba

Odeon - 123.314 (1927)

1. Saudade (J. B. da Silva "Sinhô")
Canção

Odeon - 123.315 (1927)

1. O Vagabundo (Sebastião Santos Neves)
Tango Canção

Odeon - 10.095 (1928)

1. Gosto De Apanhá (Antônio Lopes de Amorim Diniz ''Duque'')
Samba

2. Viva A Penha (Tuiu)
Maxixe

Odeon - 10.198 (1928)

1. Caboquinha (Alfredo Gama)
Tango

2. Os Peixinhos do Mar (Tradicional)
Não Informado

Parlophon - 12.813 (1928)

1. Caprichosa (Sotero de Souza)
Tango Canção

2. A Geada (Sotero de Souza)
Canção

Parlophon - 12.949 (1929)

1. O Guasca (Zeca Ivo)
Canção sulina

2. Vida É Um Inferno Onde As Mulheres São Demônios (Lamartine Babo / Zeca Ivo)
Fado tango

Parlophon - 12.978 (1929)

1. Campineiro (J. B. da Silva "Sinhô")
Coco

Odeon - 11.979 (1941)

1. Pertinho Do Céu (Vicente Paiva / Capitão Furtado)
Valsa

2. História De Circo (Paulo Mac Dowell / Edgard Barroso)
Canção

Odeon - 12.791 (1947)

1. Confissão (José Francisco de Freitas / Pedro Celestino / Adolar)
Canção

2. Lágrimas De Pierrô (Átila Iório / Alberto Oliveira)
Tango Canção

Odeon - 12.862 (1948)

1. Supremo Adeus (Belmacio Pousa Godinho / Benedito Costa)
Valsa

2. Desespero (René Bittencourt)
Canção

Todamérica - TA-5.288 (1953)

1. Alma Cigana (René Bittencourt)
Bolero

2. Guitarra De Marfim (J. M. Alves / Arlindo Pinto)
Tango

Todamérica - TA-5.314 (1953)

1. Meu Segredo (René Bittencourt)
Tango Canção

2. Rua Da Saudade (Arnaldo Pescuma)
Canção

Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; Pró-TV - Associação dos Pioneiros, Profissionais e Incentivadores da TV Brasileira

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

sharon tate


Sharon Marie Tate (Dallas, 24 de Janeiro de 1943 — Los Angeles, 9 de Agosto de 1969) foi uma atriz norte-americana e uma das mulheres mais bonitas da Hollywood da década de 1960. Morreu de maneira trágica, brutalmente assassinada, aos oito meses de gravidez, pela notória Família Manson.

Modelo e atriz
Sharon foi a primeira de três filhas a nascer da união entre o coronel Paul Tate e Doris Tate. Aos seis meses, ganhou o seu primeiro concurso de beleza, sendo coroada Miss Tiny Tot de Dallas, Texas, sua cidade natal. Os seus primeiros trabalhos na vida artística foram como modelo de comerciais, editoriais de moda e capas de revista, tornando-se uma das cover-girls mais conhecidas do país.

Sharon começou a chamar atenção no mundo do cinema com sua aparição em Não Faça Onda, de 1967, uma comédia hedonista com Tony Curtis e Claudia Cardinale, pelo seu corpo perfeito e seu lindo rosto , o que a levou a estrelar a comédia de humor negro A Dança dos Vampiros, de Roman Polansky, cineasta polonês com quem se casou em 1968 e formou um dos casais mais charmosos e populares do meio artístico nos Estados Unidos e na Europa, com seus passos perseguidos pela imprensa de todo o mundo.





Assassinato
Ver artigo principal: Caso Tate-LaBianca
Sharon Tate começava a atingir o superestrelato no final dos anos 1960, depois de ser uma das protagonistas do filme O Vale das Bonecas (1967), baseado no best-seller de Jacqueline Susann e do último filme da série Matt Helm, com Dean Martin, quando sua carreira e sua vida foram interrompidas por seu brutal assassinato e de mais três amigos, todos da sociedade de Los Angeles, dentro de sua própria casa por integrantes da Família Manson, comandada pelo psicopata Charles Manson, enquanto seu marido se encontrava na Europa, produzindo um novo filme.

Sharon estava então grávida de oito meses e meio de seu primeiro filho e seu assassinato foi considerado uma das maiores tragédias ocorridas na sociedade e na história criminal americana.

Charles Manson, o mentor intelectual da chacina, e seus assassinos, Charles “Tex” Watson , Susan Atkins e Patricia Krenwinkel, autores do que ficou conhecido como o Caso Tate-LaBianca, foram condenados à morte, pena depois comutada pelo estado da Califórnia em prisão perpétua. Todos estão presos até hoje, tendo sido negadas todas as petições de liberdade condicional através dos anos.
Fonte wikipédia

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

francisco lomuto


Foi graças ao som da orquestra de francisco lomuto que começa a historia da loja casa lomuto no começo dos anos 40 ,José Cardilho o primeiro dono da Casa Lomuto batizou sua loja de discos nessa epoca os discos antigos eram do começo do seculo e era mecanica , e depois de anos passou para Roberto Gambardella que presevou o nome da loja e passou ,para Antonio Rodrigues Veneziano que preserva tambem o nome que a loja é historica alem de ser o 1° sebo de discos de São Paulo é o clube do 78 rpm .







Francisco Juan Lomuto (Buenos Aires, 24 de novembro de 1893 - ídem, 23 de dezembro de 1950) foi um pianista, diretor de orquestra e compositor de tango argentino.

Filho de napolitanos nascido no bairro Parque de los Patricios. Seus pais já cultivavam a música uma vez que seu pai era violinista e sua mãe pianista. Francisco recebeu as primeiras lições de música de um de seus nove irmãos.

Com 13 anos compõe o seu primeiro tango: El 606, referindo-se a um medicamento indicado para doenças venéreas. Esse tango foi imediatamente gravado o que animou o então adolescente Lomuto a abraçar definitivamente o tango ,gênero musical de que seria um dos maiores nomes de todos os tempos.

O seu primeiro grande êxito chegaria em 1918 com o tango Muñequita, com letra de Adolfo Herschel, que foi gravada em 1920 por Carlos Gardel, que gravaria posteriormente muitas outras obras de Lomuto.

Durante muitos anos trabalhou para casas de música, tocando as peças que lhe requeriam os clientes.

Depois de muito obrar no meio musical, consegue enfim em 1922 formar o seu primeiro conjunto que gravaria 950 fonogramas até a morte de Pancho, como são carinhosamente chamado os Franciscos em espanhol.

Foi um grande amigo de Francisco Canaro, com quem se orientava no crescimento de sua carreira, e seu ar bonachão lhe rendeu muitas amizades no meio tangueiro que lhe foi eternamente grato ao seu aporte ao tango dançável que foi sucesso mundial em sua época

fonte wikipédia

adoniran barbosa


Nome artístico de João Rubinato,[1] (Valinhos, 6 de agosto de 1910 — São Paulo, 23 de novembro de 1982) foi um compositor, cantor, humorista e ator brasileiro. Rubinato representava em programas de rádio diversos personagens, entre os quais, Adoniran Barbosa, o qual acabou por se confundir com seu criador dada a sua popularidade frente aos demais.



Biografia
Rubinato era filho de Ferdinando e Emma Rubinato, imigrantes italianos da localidade de Cavárzere, província de Veneza. Aos dez anos de idade, sua certidão de nascimento foi adulterada para que o ano de nascimento constasse como 1910 possibilitando que ele trabalhasse de forma legalizada: à época a idade mínima para poder trabalhar era de doze anos.

Abandona a escola cedo, pois não gosta de estudar. Necessita trabalhar, para ajudar a família numerosa - Adoniran tem sete irmãos. Procurando resolver seus problemas financeiros, os Rubinato vivem mudando de cidade. Moram primeiro em Valinhos, depois Jundiaí, Santo André e finalmente São Paulo.

Em Jundiaí, conhece seu primeiro ofício: entregador de marmitas. Aos quatorze anos, ainda criança, o encontramos rodando pelas ruas da cidade e, legitimamente, surrupiando alguns bolinhos pelo caminho. "A matemática da vida lhe dá o que a escola deixou de ensinar: uma lógica irrefutável. Se havia fome e, na marmita, oito bolinhos, dois lhe saciariam a fome e seis a dos clientes; se quatro, um a três; se dois, um a um".

O compositor e cantor tem um longo aprendizado, num arco que vai do marmiteiro às frustrações causadas pela rejeição de seu talento. Quer ser artista – escolhe a carreira de ator. Procura de várias maneiras fazer seu sonho acontecer. Tenta, antes do advento do rádio, o palco, mas é sempre rejeitado. Sem padrinhos e sem instrução adequada, o ingresso, nos teatros, como ator, lhe é para sempre abortado. O samba, no início da carreira, tem para ele caráter acidental. Escolado pela vida, sabia que o estrelato e o bom sucesso econômico só seriam alcançados na veiculação de seu nome na caixa de ressonância popular que era o rádio.

O magistral período das rádios, também no Brasil, criou diversas modas, mexeu com os costumes, inventou a participação popular – no mais das vezes, dirigida e didática. Têm elas um poder e extensão pouco comuns para um país rural como o nosso. Inventam a cidade, popularizam o emprego industrial e acendem os desejos de migração interna e de fama. Enfim, no país dos bacharéis, médicos e párocos de aldeia, a ascensão social busca outros caminhos e pode-se já sonhar com a meteórica carreira de sucesso que as rádios produzem. Três caminhos podem ser trilhados: o de ator, o de cantor ou o de locutor.

Adoniran, aprendiz das ruas, percebe as possibilidades que se abrem a seu talento. Quer ser ator, popularizar seu nome e ganhar algum dinheiro, mas a rejeição anterior o leva a outros caminhos. Sua inclinação natural no mundo da música é a composição mas, nesse momento, o compositor é um mero instrumento de trabalho para os cantores, que compram a parceria e, com ela, fazem nome e dinheiro. Daí sua escolha recair não sobre a composição, mas sobre a interpretação.

Entrega-se ao mundo da música. Busca conquistar seu espaço como cantor – tem boa voz, poderia tentar os diversos programas de calouro. Já com o nome de Adoniran Barbosa – tomado emprestado a um companheiro de boêmia e de Luiz Barbosa, cantor de sambas, que admira – João Rubinato estreia cantando um samba brejeiro de Ismael Silva e Nilton Bastos, o Se você jurar. É gongado, mas insiste e volta novamente ao mesmo programa; agora cantando o belo samba de Noel Rosa, Filosofia, que lhe abre as portas das rádios e ao mesmo tempo serve como mote para suas composições futuras.

A vida profissional de Adoniran Barbosa se desenvolve a partir das interpretações de outros compositores. Embora a composição não o atraia muito, a primeira a ser gravada é Dona Boa, na voz de Raul Torres. Depois grava em disco Agora pode chorar, que não faz sucesso algum. Aos poucos se entrega ao papel de ator radiofônico; a criação de diversos tipos populares e a interpretação que deles faz, em programas escritos por Osvaldo Moles, fazem do sambista um homem de relativo sucesso. Embora impagáveis, esses programas não conseguem segurar por muito tempo ainda o compositor que teima em aparecer em Adoniran. Entretanto, é a partir desses programas que o grande sambista encontra a medida exata de seu talento, em que a soma das experiências vividas e da observação acurada dá ao país um dos seus maiores e mais sensíveis intérpretes.

O mergulho que o sambista fará na linguagem, suas construções linguísticas, pontuadas pela escolha exata do ritmo da fala paulistana, irão na contramão da própria história do samba. Os sambistas sempre procuraram dignificar sua arte com um tom sublime, o emprego da segunda pessoa, o tom elevado das letras, que sublimavam a origem miserável da maioria, e funcionavam como a busca da inserção social. Tudo era uma necessidade urgente, pois as oportunidades de ascensão social eram nenhumas e o conceito da malandragem vigia de modo coercitivo. Assim, movidos pelos mesmos desejos que tinha Adoniran de se tornar intérprete e não compositor, e a partir daí conhecido, os compositores de samba, entre uma parceria vendida aqui e outra ali, davam o testemunho da importância que a linguagem assumia como veículo social.

Mas a escolha de Adoniran é outra, seu mergulho também outro. Aproveitando-se da linguagem popular paulistana – de resto do próprio país – as músicas dele são o retrato exato desta linguagem e, como a linguagem determina o próprio discurso, os tipos humanos que surgem deste discurso representam um dos painéis mais importantes da cidadania brasileira. Os despejados das favelas, os engraxates, a mulher submissa que se revolta e abandona a casa, o homem solitário, social e existencialmente solitário, estão intactos nas criações de Adoniran, no humor com que descreve as cenas do cotidiano. A tragédia da exclusão social dos sambistas se revela como a tragicômica cena de um país que subtrai de seus cidadãos a dignidade.

O seu primeiro sucesso como compositor vira canção obrigatória das rodas de samba, das casas de show: Trem das Onze. É bem possível que todo brasileiro conheça, senão a música inteira, ao menos o estribilho, que se torna intemporal. Adoniran alcança, então, o almejado sucesso que, entretanto, dura pouco e não lhe rende mais que uns minguados trocados de direitos autorais. A música, que já havia sido gravada pelo autor em 1951 e não fizera sucesso ainda, é regravada novamente pelos “Demônios da Garoa”, conjunto musical de São Paulo (esta cidade é conhecida como a terra da garoa, da neblina, daí o nome do grupo). Embora o conjunto seja paulista, a música acontece primeiramente no Rio de Janeiro. E aí sim, o sucesso é retumbante.

Como acontecera com os programas escritos por Osvaldo Moles, que deram a Adoniran a medida exata da estética a ser seguida, o samba inspira Osvaldo a criar um quadro para a rádio, que se chamava História das Malocas, com um personagem, que faz sucesso, o Charutinho. De novo ator, Adoniran, tendo provado o sucesso como compositor, não mais se afasta da composição.

Arguto observador das atividades humanas, sabe também que o público não se contenta apenas com o drama das pessoas desvalidas e solitárias; é necessário que se dê a este público uma dose de humor, mesmo que amargo. Compõe para esse público um dos seus sambas mais notáveis, um dos primeiros em que trabalhou a nova estética do samba.

Entre a tentativa de carreira nas rádios paulistas e o primeiro sucesso, Adoniran trabalha duro, casa-se duas vezes e frequenta, como boêmio, a noite. Nas idas e vindas de sua carreira tem de vencer várias dificuldades. O trabalho nas rádios brasileiras é pouco reconhecido e financeiramente instável, muitos passaram anos nos seus corredores e tiveram um fim de vida melancólico e miserável. O veículo que encanta multidões, que faz de várias pessoas ídolos é também cruel como a vida; passado o sucesso que, para muitos, é apenas nominal, o ostracismo e a ausência de amparo legal levam cantores, compositores e atores a uma situação de impensável penúria.

Adoniran sabe disto, mas mesmo assim seu desejo cala mais fundo. O primeiro casamento não dura um ano; o segundo, a vida toda: Matilde. De grande importância na vida do sambista, Matilde sabe com quem convive e não só prestigia sua carreira como o incentiva a ser quem é e como é, boêmio, incerto e em constante dificuldade. Trabalha também fora e ajuda o sambista nos momentos difíceis, que são constantes. Adoniran vive para o rádio, para a boêmia e para Matilde.

Numa de suas noitadas, de fogo, perde a chave de casa e não há outro jeito senão acordar Matilde, que se aborrece. O dia seguinte foi repleto de discussão. Mas Adoniran é compositor e dando por encerrado o episódio, compõe o samba Joga a chave.

Dono de um repertório variado de histórias, o sambista não perdia a vez de uma boa blague. Certa vez, quando trabalhava na rádio Record, onde ficou por mais de trinta anos, resolveu, após muito tempo ali, pedir um aumento. O responsável pela gravadora disse-lhe que iria estudar o aumento e que Adoniran voltasse em uma semana para saber dos resultados do estudo... quando voltou, obteve a resposta de que seu caso estava sendo estudado. As interpelações e respostas, sempre as mesmas, duraram algumas semanas... Adoniran começava se irritar e, na última entrevista, saiu-se com esta: “Tá certo, o senhor continue estudando e quando chegar a época da sua formatura me avise..”

Nos últimos anos de vida, com o enfisema avançando, e a impossibilidade de sair de casa pela noite, o sambista dedica-se a recriar alguns dos espaços mágicos que percorreu na vida. Grava algumas músicas ainda, mas com dificuldade – a respiração e o cansaço não lhe permitem muita coisa mais – dá depoimentos importantes, reavaliando sua trajetória artística. Compõe pouco.

Mas inventa para si uma pequena arte, com pedaços velhos de lata, de madeira, movidos a eletricidade. São rodas-gigante, trens de ferro, carrosséis. Vários e pequenos objetos da ourivesaria popular – enfeites, cigarreiras, bibelôs... Fiel até o fim à sua escolha, às observações que colhe do cotidiano, cria um mundo mágico. Quando recebe alguma visita em casa, que se admira com os objetos criados pelo sambista, ouve dele que “alguns chamavam aquilo de higiene mental, mas que não passava de higiene de débil mental...” Como se vê, cultiva o humor como marca registrada. Marca aliás, que aliada à observação da linguagem e dos fatos trágicos do cotidiano, faz dele um sambista tradicional e inovador.

Adoniran Barbosa morre em 1982, aos 72 anos de idade
Fonte Wikipédia

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

discos antigos e raros é na casa lomuto











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E os famosos discos 78 rpm



















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Katyna Ranieri



Katyna Ranieri ( Follonica , 15 agosto 1927 ) é uma cantora e atriz italiana .


Nacionalidade Italia
Gênero Musica Pop
Período de atividade 1945


Biografia
Estreou no imediato pós-guerra como uma cantora nos círculos de as forças armadas americanas , em seguida, participa como figurante mostra alguma variedade nas empresas Fanfulla e Tino Scotti .

Em 1953 ela estreou no Festival de Sanremo com quatro canções, elevando o Pierrot no final emparelhado com Togliani Aquiles , mas seu maior sucesso este ano é de águas amargas, a composição de Carlo Alberto Rossi , com que impõe com seu estilo pouco convencional .

Nesse mesmo ano, estreou no cinema com Stop, eu estou chegando! , que acompanhou a revista Viva! e Capitão Fantasma .O verdadeiro sucesso vem com o popular Festival de San Remo 1954 , que tem três faixas, incluindo canções de dois centavos, que ocupa o segundo lugar. Em maio, também participa do Festival de Nápoles , trazendo o Pulecenella final emparelhado com Giacomo Rondinella e Maldição "ou suricillo com Mary Paris .

Em meados dos anos cinquenta , ela se juntou ao grupo de cantores do rádio da RAI , acompanhado por orquestra de Carlo Savina e assinar um contrato de gravação com grande RCA italiana , cujo álbum A menina também lançou a Escadaria de Espanha mercado internacional. Game 's América Latina para uma turnê longa, foi um grande sucesso com seu marido Riz Ortolani , com um show de televisão mexicana .

Em 1962, ela gravou 45 voltas Ninguém nunca me mandou flores, escrita por Piero Ciampi .

É a cantora italiana só ter cantado a noite do Oscar em 1964 . É muito popular no exterior e tem viajado por todo o mundo.

Seu repertório incluiu também a cobertura da canção Johnny Guitar , a trilha sonora do filme de faroeste dos 1.954 Johnny Guitar ", dirigido por Nicholas Ray .

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Jacqueline du Pré



Jacqueline Mary du Pré (Oxford, 26 de janeiro de 1945 - Londres, 19 de outubro de 1987) foi uma violoncelista britânica, conhecida como uma das maiores intérpretes do violoncelo. Ela é particularmente associada com o Concerto para Violoncelo de Elgar. Sua carreira foi curta por causa da esclerose múltipla, que a forçou deixar os palcos aos vinte e oito anos de idade.




Biografia
Jacqueline nasceu em Oxford, Inglaterra e foi a segunda filha de Derek e Iris du Pré. Aos quatro anos de idade, du Pré escutou o som do violoncelo no rádio e falou para sua mãe "eu quero um desse". Ela começou a receber lições de sua mãe, que compôs pequenas peças acompanhadas de ilustrações, posteriormente, ela começou a estudar na Escola de Violoncelo de Londres, aos cinco anos. Sua primeira professora foi Alison Dalrymple. Ela mudou de escola, indo para a Croydon High School. Seu outro professor, entre os anos de 1955 e 1961 foi o célebre violoncelista William Pleeth. Em 1960 ela participou de um masterclass com Pablo Casals em Zermatt e em 1962 realizou prévios estudos com Paul Tortelier em Paris e com Mstislav Rostropovich na Rússia em 1966. Rostropovich estava tão impressionado com du Pré que comentou no fim de seus estudos com ela "a única violoncelista da nova geração que poderia ultrapassar a igualdade de sua própria realização.

Carreira
Em Março de 1961, aos dezesseis anos, du Pré fez sua estréia formal no Wigmore Hall em Londres. Ela fez sua estréia com concerto em 1962 no Royal Festival Hall tocando o Concerto para Violoncelo de Elgar com a Orquestra Sinfônica BBC sob a regência de Rudolf Schwarz. Ela apresentou-se no Proms em 1963 tocando o mesmo concerto com o Sir Malcolm Sargent. Ela apresentou tão bem o concerto que retornou três anos depois para apresentar o mesmo trabalho. Du Pré tornou-se a favorita no Proms, aparecendo lá até o ano de 1969. Em 1965, aos vinte anos, du Pré gravou o concerto de Elgar com EMI, apresentando-se ao lado da Orquestra Sinfônica de Londres e Sir John Barbirolli que lhe trouxe reconhecimento internacional. Du Pré também apresentou o mesmo concerto com a Orquestra Sinfônica BBC sob Antal Doráti na sua estréia nos Estados Unidos, no Carnegie Hall no dia 14 de Maio de 1965.

Du Pré apresentava-se com as mais prestigiadas orquestras e maestros, incluíndo a Filarmônica de Berlim, Orquestra Sinfônica de Londres, Filarmônica de Londres, Orquestra Nova Philharmonia, Orquestra Sinfônica BBC, Filarmônica de Nova Iorque, Orquestra da Filadélfia, Filarmônica de Israel e a Orquestra Filarmônica de Los Angeles. Ela apresentava-se regularmente com maestros como Sir John Barbirolli, Sir Adrian Boult, Daniel Barenboim, Zubin Mehta e Leonard Bernstein.

Du Pré tocava dois violoncelos Stradivarius, o instrumento de 1673 (atualmente chamado de Stradivarius du Pré) e o de 1712 Stradivarius Davidov. Ambos os instrumentos foram presentes de sua avó materna Ismena Holland. Ela apresentou-se com o Stradivarius de 1673 de 1961 até 1964, quando ela ganhou o Davidov. De 1969 até 1970 du Pré tocou um violoncelo Francesco Goffriller e em 1970 ela adquiriu um instrumento moderno de Sergio Peresson.

Sua relação com os músicos Yehudi Menuhin, Itzhak Perlman, Zubin Mehta e Pinchas Zukerman e o casamento com Daniel Barenboim a conduziram a memoráveis performances de música de câmara. A performance de 1969 no Queen Elizabeth Hall em Londres do Quinteto com Piano de Schubert, "The Trout" foi a base do filme The Trout de Christopher Nupen.



Vida Pessoal
Jacquelina du Pré conheceu o pianista e maestro Daniel Barenboim no dia de ano novo em 1966. Rapidamente após o termino da Guerra dos Seis Dias, ela cancelou todas suas apresentações e eles voaram para Jerusalém. Ela converteu-se para o Judaísmo e eles casaram-se dia 15 de Junho de 1967 no Western Wall. O casamento deles trouxe uma das mais frutíferas relações na música. Entre 1971 e 1972 du Pré manteve relações com o marido de sua irmã, o maestro Christopher "Kiffer" Finzi. No começo da década de 1980, Barenboim começou a ter relações com a pianista russa Elena Bashkirova, com quem ele teve dois filhos: David Arthur (1982) e Michael (1985).

Diagnóstico da Escleróse Múltipla
Em 1971 du Pré começou um irreversível declíneo começando com a perda de sensibilidade dos seus dedos e em outras partes de seu corpo. Ela foi diagnosticada com esclerose múltipla em Outubro de 1973.

Seu último álbum foi as sonatas de Chopin e Franck, gravados em Dezembro de 1971. Em Janeiro de 1973 ela resumiu suas aparições em concertos e fez uma turnê pela América do Norte. Seu último concerto em Londres aconteceu em Fevereiro de 1973 com Zubin Mehta e a Orquestra Nova Philharmonia. Sua última aparição em um concerto foi em Nova Iorque em Fevereiro de 1973 com Pinchas Zukerman eLeonard Bernstein conduzindo a Filarmônica de Nova Iorque.



Du Pré morreu em Londres dia 19 de Outubro de 1987 aos quarenta e dois anos.


A Fundação Vuitton leiloou seu Stradivarius Davidov por um milhão de libras, sendo arrematado pelo, também violoncelista, Yo-Yo Ma. A violoncelista russa Nina Kotova é a atual dona de seu Stradivarius 1673.




Discografia
Elgar: Cello Concerto / Sea Pictures / Cockaigne (In London Town) Overture. Janet Baker. Orquestra Sinfônica de Londres / Sir John Barbirolli
Brahms: Cello Sonatas. Daniel Barenboim
Haydn: Cello Concertos Nos. 1 & 2/ Boccherini: Cello Concerto in B flat (arr. Grützmacher). Orquestra de Câmara Inglesa / Daniel Barenboim. [[Orquestra Sinfônica
de Londres]] / Sir John Barbirolli

Beethoven: Piano Trios Opp.1 & 97 / Variations and Allegrettos. Daniel Barenboim, Pinchas Zukerman
Beethoven: Piano Trio Op.70/Cello Sonatast No 3 & 5. Daniel Barenboim, Pinchas Zukerman (Trio), Stephen Kovacevich (sonatas)
Jacqueline du Pré - The Early BBC Recordings
Beethoven: Cello Sonatas. Daniel Barenboim
Beethoven Cello Sonatas, No. 3 In A, Op. 69, No. 5 in D, Op. 102, No. 2 (Angel 36384)
Brahms/Chopin/Franck:Cello Sonatas. Daniel Barenboim (EMI 0724358623321)
Antonín Dvořák: Cello Concerto in B Minor/Schumann:Cello Concerto in A Minor; Orquestra Nova Philharmonia, Orquestra Sinfônica de Chicago / Daniel Barenboim
The Complete EMI Recordings (17 discs). Various co-performers

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O cantor das multidões


Orlando Silva
Informação geral
Nome completo Orlando Garcia da Silva
Apelido O Cantor das Multidões
Data de nascimento 3 de outubro de 1915
Origem Rio de Janeiro, RJ
País Brasil
Data de morte 7 de agosto de 1978 (62 anos)
Gêneros Samba, Valsa
Extensão vocal tenor
Período em atividade 1934-1977
Gravadora(s) Columbia, RCA Victor, Odeon, Copacabana, Continental, Star, Carnaval, Mocambo

Foi um dos mais importantes cantores brasileiros da primeira metade do século XX.

Orlando Silva nasceu na rua General Clarindo, hoje rua Augusta, no bairro do Engenho de Dentro. Seu pai, José Celestino da Silva, era violonista e participou com Pixinguinha de serenatas, peixadas e feijoadas. Orlando viveu por três anos neste ambiente, quando, então, seu pai faleceu vítima da gripe espanhola.

Teve uma infância normal, sempre gostando muito de violão. Na adolescência já era fã de Carlos Galhardo e Francisco Alves, este último um dos responsáveis por seu sucesso. Seu primeiro emprego foi de estafeta da Western, com o salário de 3,50 cruzeiros por dia. Foi então para o comércio e trabalhou como sapateiro, vendedor de tecidos e roupas e trocador de ônibus. Quando desempenhava as funções de office boy, ao saltar de um bonde para entregar uma encomenda, sofreu um acidente, tendo um de seus pés parcialmente amputado, ficando um ano inativo, problema sério, já que sustentava a família.

Foi Bororó, conforme o próprio relata no filme O cantor das multidões que o apresentou a Francisco Alves, que ouviu Orlando cantar no interior de seu carro, decidindo imediatamente lançá-lo em seu programa na rádio Cajuti. Nos seis ou sete anos seguintes, tornou-se um grande sucesso, considerado por muitos a mais bela voz do Brasil. Atraía os fãs de tal forma que o locutor Oduvaldo Cozzi passou a apresentá-lo como "o cantor das multidões", conforme relata no filme com o mesmo nome.

Principais sucessos
A jardineira, Benedito Lacerda e Humberto Porto (1938)
A última estrofe, Cândido das Neves (1935)
Abre a janela, Arlindo Marques Júnior e Roberto Roberti (1937)
Alegria, Assis Valente e Durval Maia (1937)
Amigo leal, Aldo Cabral e Benedito Lacerda (1937)
Aos pés da cruz, Marino Pinto e Zé da Zilda (1942)
Atire a primeira pedra, Ataulfo Alves e Mário Lago (1944)
Brasa, Felisberto Martins e Lupicínio Rodrigues (1945)
Caprichos do destino, Claudionor Cruz e Pedro Caetano (1938)
Carinhoso, João de Barro e Pixinguinha (1937)
Cidade-mulher, Noel Rosa (1936)
Curare, Bororó (1940)
Errei, erramos, Ataulfo Alves (1938)
Eu chorarei amanhã, Ivo Santos e Raul Sampaio (1957)
Juramento falso, J. Cascata e Leonel Azevedo (1937)
Lábios que beijei, J. Cascata e Leonel Azevedo (1937)
Lero-lero, Benedito Lacerda e Eratóstenes Frazão (1942)
Mágoas de caboclo, J. Cascata e Leonel Azevedo (1936)
Mal-me-quer, Cristóvão de Alencar e Newton Teixeira (1939)
Meu consolo é você, Nássara e Roberto Martins (1938)
Meu romance, J. Cascata (1937)
Nada além, Custódio Mesquita e Mário Lago (1938)
Número um, Benedito Lacerda e Mário Lago (1939)
Pecadora, Agustín Lara, versão de Geber Moreira (1947)
Quero beijar-te ainda, Paulo Tapajós (1955)
Quero dizer-te adeus, Ary Barroso (1942)
Rosa, Otávio de Sousa e Pixinguinha (1937)
Sertaneja, René Bittencourt (1939)
Súplica, Déo, José Marcílio e Otávio Gabus Mendes (1940)
Fonte Wikipédia