quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Jacqueline du Pré



Jacqueline Mary du Pré (Oxford, 26 de janeiro de 1945 - Londres, 19 de outubro de 1987) foi uma violoncelista britânica, conhecida como uma das maiores intérpretes do violoncelo. Ela é particularmente associada com o Concerto para Violoncelo de Elgar. Sua carreira foi curta por causa da esclerose múltipla, que a forçou deixar os palcos aos vinte e oito anos de idade.




Biografia
Jacqueline nasceu em Oxford, Inglaterra e foi a segunda filha de Derek e Iris du Pré. Aos quatro anos de idade, du Pré escutou o som do violoncelo no rádio e falou para sua mãe "eu quero um desse". Ela começou a receber lições de sua mãe, que compôs pequenas peças acompanhadas de ilustrações, posteriormente, ela começou a estudar na Escola de Violoncelo de Londres, aos cinco anos. Sua primeira professora foi Alison Dalrymple. Ela mudou de escola, indo para a Croydon High School. Seu outro professor, entre os anos de 1955 e 1961 foi o célebre violoncelista William Pleeth. Em 1960 ela participou de um masterclass com Pablo Casals em Zermatt e em 1962 realizou prévios estudos com Paul Tortelier em Paris e com Mstislav Rostropovich na Rússia em 1966. Rostropovich estava tão impressionado com du Pré que comentou no fim de seus estudos com ela "a única violoncelista da nova geração que poderia ultrapassar a igualdade de sua própria realização.

Carreira
Em Março de 1961, aos dezesseis anos, du Pré fez sua estréia formal no Wigmore Hall em Londres. Ela fez sua estréia com concerto em 1962 no Royal Festival Hall tocando o Concerto para Violoncelo de Elgar com a Orquestra Sinfônica BBC sob a regência de Rudolf Schwarz. Ela apresentou-se no Proms em 1963 tocando o mesmo concerto com o Sir Malcolm Sargent. Ela apresentou tão bem o concerto que retornou três anos depois para apresentar o mesmo trabalho. Du Pré tornou-se a favorita no Proms, aparecendo lá até o ano de 1969. Em 1965, aos vinte anos, du Pré gravou o concerto de Elgar com EMI, apresentando-se ao lado da Orquestra Sinfônica de Londres e Sir John Barbirolli que lhe trouxe reconhecimento internacional. Du Pré também apresentou o mesmo concerto com a Orquestra Sinfônica BBC sob Antal Doráti na sua estréia nos Estados Unidos, no Carnegie Hall no dia 14 de Maio de 1965.

Du Pré apresentava-se com as mais prestigiadas orquestras e maestros, incluíndo a Filarmônica de Berlim, Orquestra Sinfônica de Londres, Filarmônica de Londres, Orquestra Nova Philharmonia, Orquestra Sinfônica BBC, Filarmônica de Nova Iorque, Orquestra da Filadélfia, Filarmônica de Israel e a Orquestra Filarmônica de Los Angeles. Ela apresentava-se regularmente com maestros como Sir John Barbirolli, Sir Adrian Boult, Daniel Barenboim, Zubin Mehta e Leonard Bernstein.

Du Pré tocava dois violoncelos Stradivarius, o instrumento de 1673 (atualmente chamado de Stradivarius du Pré) e o de 1712 Stradivarius Davidov. Ambos os instrumentos foram presentes de sua avó materna Ismena Holland. Ela apresentou-se com o Stradivarius de 1673 de 1961 até 1964, quando ela ganhou o Davidov. De 1969 até 1970 du Pré tocou um violoncelo Francesco Goffriller e em 1970 ela adquiriu um instrumento moderno de Sergio Peresson.

Sua relação com os músicos Yehudi Menuhin, Itzhak Perlman, Zubin Mehta e Pinchas Zukerman e o casamento com Daniel Barenboim a conduziram a memoráveis performances de música de câmara. A performance de 1969 no Queen Elizabeth Hall em Londres do Quinteto com Piano de Schubert, "The Trout" foi a base do filme The Trout de Christopher Nupen.



Vida Pessoal
Jacquelina du Pré conheceu o pianista e maestro Daniel Barenboim no dia de ano novo em 1966. Rapidamente após o termino da Guerra dos Seis Dias, ela cancelou todas suas apresentações e eles voaram para Jerusalém. Ela converteu-se para o Judaísmo e eles casaram-se dia 15 de Junho de 1967 no Western Wall. O casamento deles trouxe uma das mais frutíferas relações na música. Entre 1971 e 1972 du Pré manteve relações com o marido de sua irmã, o maestro Christopher "Kiffer" Finzi. No começo da década de 1980, Barenboim começou a ter relações com a pianista russa Elena Bashkirova, com quem ele teve dois filhos: David Arthur (1982) e Michael (1985).

Diagnóstico da Escleróse Múltipla
Em 1971 du Pré começou um irreversível declíneo começando com a perda de sensibilidade dos seus dedos e em outras partes de seu corpo. Ela foi diagnosticada com esclerose múltipla em Outubro de 1973.

Seu último álbum foi as sonatas de Chopin e Franck, gravados em Dezembro de 1971. Em Janeiro de 1973 ela resumiu suas aparições em concertos e fez uma turnê pela América do Norte. Seu último concerto em Londres aconteceu em Fevereiro de 1973 com Zubin Mehta e a Orquestra Nova Philharmonia. Sua última aparição em um concerto foi em Nova Iorque em Fevereiro de 1973 com Pinchas Zukerman eLeonard Bernstein conduzindo a Filarmônica de Nova Iorque.



Du Pré morreu em Londres dia 19 de Outubro de 1987 aos quarenta e dois anos.


A Fundação Vuitton leiloou seu Stradivarius Davidov por um milhão de libras, sendo arrematado pelo, também violoncelista, Yo-Yo Ma. A violoncelista russa Nina Kotova é a atual dona de seu Stradivarius 1673.




Discografia
Elgar: Cello Concerto / Sea Pictures / Cockaigne (In London Town) Overture. Janet Baker. Orquestra Sinfônica de Londres / Sir John Barbirolli
Brahms: Cello Sonatas. Daniel Barenboim
Haydn: Cello Concertos Nos. 1 & 2/ Boccherini: Cello Concerto in B flat (arr. Grützmacher). Orquestra de Câmara Inglesa / Daniel Barenboim. [[Orquestra Sinfônica
de Londres]] / Sir John Barbirolli

Beethoven: Piano Trios Opp.1 & 97 / Variations and Allegrettos. Daniel Barenboim, Pinchas Zukerman
Beethoven: Piano Trio Op.70/Cello Sonatast No 3 & 5. Daniel Barenboim, Pinchas Zukerman (Trio), Stephen Kovacevich (sonatas)
Jacqueline du Pré - The Early BBC Recordings
Beethoven: Cello Sonatas. Daniel Barenboim
Beethoven Cello Sonatas, No. 3 In A, Op. 69, No. 5 in D, Op. 102, No. 2 (Angel 36384)
Brahms/Chopin/Franck:Cello Sonatas. Daniel Barenboim (EMI 0724358623321)
Antonín Dvořák: Cello Concerto in B Minor/Schumann:Cello Concerto in A Minor; Orquestra Nova Philharmonia, Orquestra Sinfônica de Chicago / Daniel Barenboim
The Complete EMI Recordings (17 discs). Various co-performers

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O cantor das multidões


Orlando Silva
Informação geral
Nome completo Orlando Garcia da Silva
Apelido O Cantor das Multidões
Data de nascimento 3 de outubro de 1915
Origem Rio de Janeiro, RJ
País Brasil
Data de morte 7 de agosto de 1978 (62 anos)
Gêneros Samba, Valsa
Extensão vocal tenor
Período em atividade 1934-1977
Gravadora(s) Columbia, RCA Victor, Odeon, Copacabana, Continental, Star, Carnaval, Mocambo

Foi um dos mais importantes cantores brasileiros da primeira metade do século XX.

Orlando Silva nasceu na rua General Clarindo, hoje rua Augusta, no bairro do Engenho de Dentro. Seu pai, José Celestino da Silva, era violonista e participou com Pixinguinha de serenatas, peixadas e feijoadas. Orlando viveu por três anos neste ambiente, quando, então, seu pai faleceu vítima da gripe espanhola.

Teve uma infância normal, sempre gostando muito de violão. Na adolescência já era fã de Carlos Galhardo e Francisco Alves, este último um dos responsáveis por seu sucesso. Seu primeiro emprego foi de estafeta da Western, com o salário de 3,50 cruzeiros por dia. Foi então para o comércio e trabalhou como sapateiro, vendedor de tecidos e roupas e trocador de ônibus. Quando desempenhava as funções de office boy, ao saltar de um bonde para entregar uma encomenda, sofreu um acidente, tendo um de seus pés parcialmente amputado, ficando um ano inativo, problema sério, já que sustentava a família.

Foi Bororó, conforme o próprio relata no filme O cantor das multidões que o apresentou a Francisco Alves, que ouviu Orlando cantar no interior de seu carro, decidindo imediatamente lançá-lo em seu programa na rádio Cajuti. Nos seis ou sete anos seguintes, tornou-se um grande sucesso, considerado por muitos a mais bela voz do Brasil. Atraía os fãs de tal forma que o locutor Oduvaldo Cozzi passou a apresentá-lo como "o cantor das multidões", conforme relata no filme com o mesmo nome.

Principais sucessos
A jardineira, Benedito Lacerda e Humberto Porto (1938)
A última estrofe, Cândido das Neves (1935)
Abre a janela, Arlindo Marques Júnior e Roberto Roberti (1937)
Alegria, Assis Valente e Durval Maia (1937)
Amigo leal, Aldo Cabral e Benedito Lacerda (1937)
Aos pés da cruz, Marino Pinto e Zé da Zilda (1942)
Atire a primeira pedra, Ataulfo Alves e Mário Lago (1944)
Brasa, Felisberto Martins e Lupicínio Rodrigues (1945)
Caprichos do destino, Claudionor Cruz e Pedro Caetano (1938)
Carinhoso, João de Barro e Pixinguinha (1937)
Cidade-mulher, Noel Rosa (1936)
Curare, Bororó (1940)
Errei, erramos, Ataulfo Alves (1938)
Eu chorarei amanhã, Ivo Santos e Raul Sampaio (1957)
Juramento falso, J. Cascata e Leonel Azevedo (1937)
Lábios que beijei, J. Cascata e Leonel Azevedo (1937)
Lero-lero, Benedito Lacerda e Eratóstenes Frazão (1942)
Mágoas de caboclo, J. Cascata e Leonel Azevedo (1936)
Mal-me-quer, Cristóvão de Alencar e Newton Teixeira (1939)
Meu consolo é você, Nássara e Roberto Martins (1938)
Meu romance, J. Cascata (1937)
Nada além, Custódio Mesquita e Mário Lago (1938)
Número um, Benedito Lacerda e Mário Lago (1939)
Pecadora, Agustín Lara, versão de Geber Moreira (1947)
Quero beijar-te ainda, Paulo Tapajós (1955)
Quero dizer-te adeus, Ary Barroso (1942)
Rosa, Otávio de Sousa e Pixinguinha (1937)
Sertaneja, René Bittencourt (1939)
Súplica, Déo, José Marcílio e Otávio Gabus Mendes (1940)
Fonte Wikipédia

Elvira Pagã



Elvira Olivieri Cozzolino (Itararé, 6 de setembro de 1920 — Rio de Janeiro, 8 de maio de 2003) foi uma atriz, cantora, compositora e vedete brasileira.


Biografia
Mudou-se ainda pequena, com a família, para o Rio de Janeiro, onde estudou em colégio de freiras - Imaculada Conceição. Ainda estudante organiza, junto com a irmã Rosina, diversas festas onde travam relações com o meio artístico carioca, sobretudo com os integrantes do Bando da Lua.

Ainda na década de 30 realizam um espetáculo de inauguração do "Cine Ipanema", junto com os Anjos do Inferno, ocasião em que recebem de Heitor Beltrão o apelido de "Irmãs Pagãs" - que então adotam para o resto da vida, tanto para a parceria, que dura até 1940, ano em que Elvira se casa e termina a dupla, como nas respectivas carreiras solo.

As irmãs realizam um total de treze discos, juntas, além de filmes como Alô, Alô, Carnaval, em 1935, e o argentino "Tres anclados en París", de 1938.

Elvira torna-se uma das maiores estrelas do Teatro de Revista, disputando com Luz del Fuego o papel de destaque dentre as mais ousadas mulheres brasileiras de seu tempo: foi a primeira a usar biquini em Copacabana; nos anos 50 posou nua para uma foto, que distribui, como cartão natalino.

A beleza e sensualidade fizeram-lhe a fama, sendo uma das "sexy symbols" mais cobiçadas da época. Foi a primeira Rainha do Carnaval carioca - inovação nos festejos momescos, mantida até o presente.

Foi responsável direta por uma das tentativas de suicídio do compositor Assis Valente, ao lhe cobrar, de forma escandalosa, uma dívida.

A partir da década de 70 torna-se pintora, adotando um estilo esotérico, sem grande destaque nesta nova iniciativa.

Com a maturidade foi se tornando misantropa e temperamental, evitando qualquer contacto com as pessoas, sobretudo a imprensa e pesquisadores. A morte somente foi divulgada após três meses da ocorrência, pela irmã, que morava nos Estados Unidos.

Música
A carreira musical pode ser dividida em duas partes: a primeira, onde fazia parceria com a irmã, na dupla "Irmãs Pagãs"; a segunda, em carreira solo, onde também aventurou pela composição de marchinhas e sambas.

Fez, com a irmã, turnê pela Argentina, Peru e Chile, durante quatro meses. Apresentavam-se nas Rádios, como a Mayrink Veiga e com a irmã gravou ao todo treze discos.

Seu primeiro disco sozinha data de 1944 e no ano seguinte gravou um novo trabalho que constitui-se numa novidade, para a época, uma vez que possuía apenas quatro músicas. Gravou em diversos estúdios, como o Continental, Todamérica e outros, além de diversas parcerias, como com Herivelto Martins, Orlando Silva e outros.

Composição
A primeira composição é de 1950, o samba "Batuca Daqui, Batuca de Lá", em parceria com Antônio Valentim. Do mesmo ano é o seu baião "Vamos Pescar"; do ano seguinte, com o mesmo parceiro anterior, são o baião "Saudade Que Vive em Mim" e a marcha "A Rainha da Mata", e o samba "Cacetete, Não!". Compôs ainda:

"Reticências" - samba (1953)
"Sou Feliz", com M. Zamorano (1953)
"Vela Acesa", com Antônio Valentim e Orlando Gazzaneo - samba
"Viva los Toros", com Orlando Gazzaneo
"Marreta o Bombo" - marcha
"Condenada" - samba
[editar] Discografia
Desde o início da carreira solo, em 44, com as músicas "Arrastando o Pé" e "Samburá", pela Continental, participou ainda de alguns discos, por este selo. Transfere-se para a "Star" em 1949 e em 1951 no selo "Carnaval". A partir de 53 grava pela "Todamérica", "Marajoara" e "Ritmos" - última a gravar as participações.

Filmografia
Elvira Pagão teve pequenas aparições em "Vegas Nights" (1948) e "Écharpe de Seda" (1950). A filmagrafia inclui, ainda:

Alô, Alô Carnaval (1936)
Assim Era a Atlântida (1975)
Aviso aos Navegantes (1950)
O Bobo do Rei (1936)
Carnaval no Fogo (1949)
Cidade-Mulher (1936)
Dominó Negro (1949)
Favela (1939)
Laranja-da-China (1940)
Tres anclados en París (1938)
[editar] Homenagens
Elvira Pagã é o título de um rock composto pelo casal Rita Lee e Roberto de Carvalho; Em 1972, o cineasta Ivan Cardoso realizou o filme "Programa Chuva de Brotos - Elvira Pagã", sobre a cantora/vedete.
Fonte wikipédia

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Cyro Monteiro


Apelido Formigão
Data de nascimento 28 de maio de 1913
Origem Rio de Janeiro
País Brasil
Data de morte 13 de julho de 1973 (60 anos)
Gêneros Samba
Período em atividade 1934-1973



Gravadora(s) Odeon
RCA Victor
Todamérica
Columbia
Philips
Copacabana
Continental
Afiliações Cauby Peixoto (sobrinho)

Ciro Monteiro foi um cantor e compositor brasileiro.

Costumava cantar informalmente em casa para os amigos, até que um dia, em 1933, Sílvio Caldas, que frequentava sua casa, chamou-o para substituir Luís Barbosa em um programa da Rádio Philips. No ano seguinte foi contratado pela Rádio Mayrink Veiga, onde passou a cantar sempre em dupla com Luiz Barbosa e caracterizou-se por se acompanhar sempre com uma caixa de fósforos para marcar o ritmo.

Em 1936, fez a primeira gravação para o carnaval daquele ano, o que o projetou para o sucesso, levando-o a cantar ao lado de Carmen Miranda, Francisco Alves e Mário Reis. Um ano depois gravou seu primeiro grande êxito, Se acaso você chegasse, de Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins. Teve muitos outros sucessos nos anos 40, como Falsa baiana, Escurinho (ambas de Geraldo Pereira) e Boogie-woogie na favela (Denis Brean). Em 1956, participou como ator da peça Orfeu da Conceição, de Vinicius de Moraes. Ainda nos anos 50 e 60 participou de programas de televisão como O Fino da Bossa e Bossaudade, gravou discos e fez muitos espetáculos.
Sucessos
Beija-me, Mário Rossi e Roberto Martins (1943)
Beijo na boca, Augusto Garcez e Ciro de Sousa (1940)
Boogie-woogie na favela, Denis Brean (1945)
Botões de laranjeira, Pedro Caetano (1942)
Deus me perdoe, Humberto Teixeira e Lauro Maia (1946)
Escurinho, Geraldo Pereira (1955)
Falsa baiana, Geraldo Pereira (com Benedito Lacerda & Seu Regional, 1944)
Linda flor da madrugada, Capiba (1941)
Meu pandeiro, Ari Monteiro e Luís Gonzaga (1947)
Nêga Luzia, Jorge de Castro e Wilson Batista (1956)
O bonde de São Januário, Ataulfo Alves e Wilson Batista (1940)
O que se leva dessa vida, Pedro Caetano (1946)
Oh, seu Oscar!, Ataulfo Alves e Wilson Batista (1939)
Os quindins de Iaiá, Ari Barroso (1941)
Pisei num despacho, Elpídio Viana e Geraldo Pereira (1947)
Rosinha, Heber de Bóscoli e Mário Martins (com Orlando Silva e Sílvio Caldas, 1941)
Rugas, Ari Monteiro, Augusto Garcez e Nelson Cavaquinho (K-Ximbinho, Benedito Lacerda & Seu Regional, 1946)
Se acaso você chegasse, Felisberto Martins e Lupicínio Rodrigues (1938)
Sereia de Copacabana, A. F. Marques e Antenor Borges (1948)
Fonte Wikipédia

sábado, 4 de setembro de 2010

Donga


Donga (Ernesto Joaquim Maria dos Santos)
(Compositor e violonista)
5/4/1889, Rio de Janeiro (RJ)
25/9/1974, Rio de Janeiro (RJ)
Das cordas do violão de Donga nasceu o samba como o conhecemos hoje. Prece, na raiz da palavra africana, o gênero musical estava ainda preso à tradição das religiões afro-brasileiras que o compositor conheceu na infância, no Rio de Janeiro, quando freqüentava rodas de samba e candomblé nos terreiros das "tias" baianas, cantadeiras, festeiras e mães-de-santo. Ernesto Joaquim Maria dos Santos sempre foi Donga, apelido familiar desde menino. Exceto por um curto período, em 1914, quando usou o nome Zé Vicente para participar do Grupo de Caxangá.

Passou a infância entre ex-escravos e negros baianos. Aprendeu o jongo, o afoxé e outras danças. Começou a tocar cavaquinho de ouvido, e passou para o violão nas aulas do grande Quincas Laranjeiras. Iniciou-se na composição com "Olhar de Santa" e "Teus Olhos Dizem Tudo" (anos mais tarde, o jornalista David Nasser faria as letras). Participava das reuniões na casa da lendária Tia Ciata, junto com João da Baiana, Pixinguinha e músicos. Em 1917, gravou o primeiro disco de samba da história: "Pelo Telefone", registrado em nome de Donga e Mauro de Almeida -- mas suspeita-se que Mauro tenha feito apenas o registro por escrito.

Em 1919, ao lado de Pixinguinha e outros seis músicos, integrou o grupo Os Oito Batutas, que excursionou pela Europa em 1922. Da França, Donga traz um violão-banjo e, em 1926, integra o grupo Carlito Jazz para acompanhar a companhia francesa de revistas Ba-Ta-Clan, que se exibia no Rio de Janeiro. Com esse conjunto viaja outra vez à Europa. Volta em 1928, quando forma a Orquestra Típica Pixinguinha-Donga, que gravou para o selo Parlophon nos anos 20 e 30. Neste mesmo período participa de duas outras bandas Guarda Velha e Diabos do Céu, ambas formadas por Pixinguinha para gravações.

Em 1940, a bordo do navio Uruguai, Donga gravou nove composições (entre sambas, toadas, macumbas e lundus) do disco "Native Brazilian Music", organizado por dois maestros: o norte-americano Leopold Stokowski e o brasileiro Villa-Lobos, lançado nos Estados Unidos pela Columbia. No final dos anos 1950 voltou a se apresentar com o grupo Velha Guarda, em shows organizados por Almirante.

"Olha esse ponteado, Donga!" Essa exclamação com que Almirante incentivava o violão solista do grupo, está em um dos discos mais famosos da história da música popular brasileira, e é uma das marcas da fase de sedimentação do samba no Rio de Janeiro.

As criações mais conhecidas de Donga são "Passarinho Bateu Asas", "Bambo-Bamba", "Cantiga de Festa", "Macumba de Oxóssi", "Macumba de Iansã", "Seu Mané Luís" e "Ranchinho Desfeito". Viúvo em 1951, casou-se novamente em 1953 e morreu em 1974, no bairro de Aldeia Campista, no Rio, para onde se retirou como oficial de Justiça aposentado. Doente e quase cego, viveu seus últimos dias na Casa dos Artistas. Está sepultado no Cemitério de São João Batista.

Fonte netsaber biografias

Isaurinha Garcia


Isaura Garcia, mais conhecida como Isaurinha Garcia, (São Paulo, 26 de fevereiro de 1923 — São Paulo, 30 de agosto de 1993) foi uma das maiores cantoras da MPB, e, com mais de cinquenta anos de carreira, foi considerada a Edith Piaf brasileira. Gravou mais de trezentas canções.Entre seus maiores sucesos está a música "Mensagem".

Foi casada com Walter Wanderley, organista de muito sucesso, que renovou a bossa nova com seu talento e até hoje está presente em trinta países.

Sobrinha do célebre pintor paulista Giuseppe Pancetti, começou sua carreira em 1938, depois de um concurso promovido pela Rádio Record, tendo sido contratada no mesmo ano pela emissora paulista. Neste começo de carreira, inspirava-se em Carmen Miranda e Aracy de Almeida.

Maiores sucessos
ordem cronológica

1941 - A Baratinha
1941 - Aproveita Beleléu
1941 - O Telefone Está Chamando
1942 - Aperto de Mão
1942 - Teleco-Teco (com Benedito Lacerda)
1943 - Batendo na Minha Porta
1943 - Duas Mulheres e um Homem
1943 - O que Há com Você
1944 - Linda Flor (Ai, Ioiô)
1944 - Não era Adeus
1944 - Adivinhe Coração
1945 - Barulho no Morro
1946 - De Conversa em Conversa (com Os Namorados da Lua)
1946 - Mensagem
1946 - Amor Impossível
1946 - Edredon Vermelho
1946 - Nêgo
1947 - Teu Retrato (com Nelson Gonçalves)
1947 - Prêmio de Consolação
1949 - Seresteiro
1950 - Pé de Manacá (com Hervé Cordovil)
1950 - Eu Não Sou Louco
1951 - Aladim
1952 - Nunca
1956 - Contra-senso
1956 - Mocinho Bonito
1957 - Contando Estrelas
1957 - Deixa Pra Lá
1957 - Se Deus Me Desse
1958 - Cansei de Ilusões
1958 - Foi a Noite
1959 - De Conversa em Conversa
1959 - E Daí?
1959 - Meditação
1961 - Água de Beber
1963 - Tem Bobo Pra Tudo
Fonte Wikipédia

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O acidente que levou o Rei da voz





Francisco Alves


"Num desastre de automóvel ocorrido às 18,30 horas, na rodovia Presidente Dutra, morreu, em trágicas circunstâncias, o popular cantor Francisco Alves, o "Rei da Voz". O acidente verificou-se na localidade denominada Uná, município de Pindamonhangaba.

Havia duas coisas que Francisco Alves, o Rei da Voz, gostava demais, além da música: corrida de cavalos e do time América do Rio de Janeiro. No dia em que morreu, ele vinha de São Paulo, onde na véspera realizara um grande show, no Largo da Concórdia e queria chegar mais cedo ao Rio, a tempo de ver o jogo do América. Mas seu Buick sedan, ano 50, teve um problema e não ficou pronto de manhã na oficina.



Haroldo Alves, que viajava com ele e foi cuspido do carro, na via Dutra, quando o Buick, dirigido em alta velocidade (130 km p/h) foi colhido bruscamente pela esquerda, por um caminhão "Austin", que vinha no mesmo sentido, por ter sido cortado inesperadamente por um carro preto, que saia de uma estrada da região, no Una, se incendiou deixando o corpo do cantor completamente carbonizado. O moço contou depois que o cantor estava com o rádio ligado ouvindo o jogo e torcendo muito pelo América. Naquela tarde de sábado, do dia 27 de setembro de 1952, o Brasil perdeu Francisco Alves, o "Rei da Voz", enquanto o América perdia o jogo para o Bangu. O prefeito da época era prof. Manoel César Ribeiro, quando soube da tragédia, cuidou pessoalmente do funeral, ficando a urna na Delegacia de Policia, aos cuidados do dr. Pantaleão, aguardando a chegada da caravana do Rio, liderada pelo locutor Aurélio de Andrade, da Rádio Nacional, para transportá-la. No trajeto até o Rio de Janeiro, em quase toda a sua extensão, pessoas esperavam à margem da via Dutra para dar o seu último adeus ao cantor. Na Cinelandia passaram mais de 500 mil pessoas para a despedida ao ídolo. A urna ficou, no salão da Câmara Municipal até segunda-feira e foi transportada ao Cemitério S. João Batista pelo Corpo de Bombeiros. Hoje a única lembrança de Francisco Alves, ás margem da via Dutra, no Una, é uma cruz, um violão, uma saudade!.

NOTA: O saudoso prof. Mário de Assis César, naquela ocasião fez doação de uma área de terra, á margem da via Dutra, no local do acidente, para que ali fosse colocado o busto de Francisco Alves, o "Rei da Voz", dum passado bem romântico.

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Fotos reais da tragédia que abalou o Brasil na tarde do dia 27 de setembro de 1952



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Simulação do acidente que matou o "Rei da Voz"



O "Mercury" de Abussanam entrou violentamente na pista aslfaltada, obrigando o caminhão "Austin" a invadir a pista de terra. Daí surgiu a colisão fatal.


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A estrada da fazenda Marson, percorrida pelo carro "Mercury" dirigido por Felipe Abussanam


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Lances finais do acidente. Procurando livrar a batida com o "Mercury", o caminhão "Austin" foi chocar-se contra o automóvel de Francisco Alves, atingindo-o bem no meio. O acidente verificou-se na pista de areia. Em consequência de um curto-circuito, ambos os carros incediaram-se.


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FONTE do SITE AGORAVALE