segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

SANDRA DEE


Sandra Dee (23 de abril de 1942 - 20 de fevereiro de 2005) foi uma atriz norte-americana.

Dee iniciou sua carreira como modelo e passou a atuar em filmes como atriz. Famosa por suas atuações em papéis de personagens literários arquetípicos, Dee ganhou um Golden Globe, em 1959, como atriz revelação do ano e uma das novatas mais promissoras e, por muitos anos, seus filmes permaneceram no gosto do público. Por volta do final dos anos 1960, inicia-se um processo de declínio em sua carreira e seu casamento com Bobby Darin, altamente noticiado à época, acaba em divórcio.

Ela raramente atuou depois e seus últimos anos foram marcados por doenças. Ela morreu por conta de insuficiência renal, combinada com pneumonia.

Biografia
Nascimento e profissão
Ao nascer, na cidade de Bayonne, Nova Jérsei, Dee recebeu o nome de Alexandra Cymboliak Zuck, sendo filha de John Zuck e Mary Zuck (nascida Cymboliak, de descendência ruteniana). Mais tarde, seus pais divorciaram-se. Mudando seu nome para "Sandra", tornou-se uma modelo profissional aos quatro anos de idade, partindo, logo em seguida, para os comerciais de televisão.

Havia alguma confusão com relação a seu ano de nascimento, sendo possível encontrar evidências apontando para dois diferentes anos: 1942 e 1944. Entretando, afimra-se que 1942 seria o mais correto.[1] De acordo com seu filho Dodd Darin, em seu livro Dream Lovers, ela nasceu em 1944. Ela e sua mãe provavelmente mentiram sobre sua idade para que pudesse trabalhar.

Carreira
Sandra Dee estreou seu primeiro filme em 1957, Until They Sail e, no ano seguinte, ganhou o Globo de Ouro como melhor atriz do ano, juntamente com Carolyn Jones e Diane Varsi. Sua carreira como atriz decolou e ficou famosa por seus papéis arquetípicos e ingênuos, tal como nos filmes Imitation of Life, Gidget e A Summer Place, todos de 1959. Posteriormente, ela fez o papel de "Tammy" em duas sequências da Universal, Tammy and the Bachelor, no papel criado por Debbie Reynolds.

Durante os anos 1970, ela atuou muito pouco, mas apareceu algumas vezes na televisão. Sua personagem nos anos 1950 serviu de inspiração para a música Look at me, I'm Sandra Dee, caracterizada no musical da Broadway, Grease e, na versão do mesmo em filme em 1978.

Vida pessoal
Seu casamento em 1960 com Bobby Darin, aos 18 anos de idade, fez com que os holofotes recaíssem sobre ela por quase toda a década. Tinha um contrato com a Universal Studios, empresa que tentou amadurecer sua carreira de atriz e os filmes que estrelou como adulta - incluindo-se alguns com Darrin - obtiveram um sucesso mediano. Darin e Dee tiveram um filho, Dodd Mitchell Darin (também conhecido como Morgan Mitchell Darin) e divorciaram-se em 1967.

Doença e morte
A vida adulta de Dee foi marcada por uma saúde muito debilitada. Ela admitiu que, por muitos anos, combateu a anorexia, a depressão e o alcoolismo. Em 2000, declarou-se que era diagnosticada com muitas doenças, incluindo-se câncer de garganta e doenças renais. Um séria complicação renal, combinada com pneumonia, levou-a à morte em 20 de fevereiro de 2005, no Los Robles Hospital & Medical Center, em Thousand Oaks, Califórnia. Ela estava com 62 anos, embora algumas reportagens afirmem que tinha 60.

Sandra Dee foi enterrada no cemitério Forest Lawn Memorial Park Cemetery em Hollywood Hills, não muito longe de sua mãe, Mary C. Douvan, que morreu em 27 de dezembro de 1987.

Dee permanece viva através de seu filho Dodd, sua cunhada e duas netas, Alexa e Olívia.

sábado, 25 de dezembro de 2010

BOBBY DARIN


Bobby Darin nascido Walden Robert Cassotto (Harlem, Nova Iorque, 14 de maio de 1936 — Los Angeles, 20 de dezembro de 1973) foi um cantor e ator estadunidense.

Viveu uma existência dramática, vindo do nada até atingir o estrelato. Bobby Darin, desde seu nascimento, enfrentou diversas dificuldades, a começar quando, ainda em sua infância, o médico após examiná-lo, constatou que ele sofria de problemas cardíacos e lhe estimou pouco tempo de vida, devido a tamanha gravidade da sua enfermidade. Por isso decidiu viver a sua vida de maneira muito intensa. Viveu como se todo dia fosse o último.

Bobby é um exemplo de superação de sensibilidade, que encontra forças em suas lembranças de infância, que ele nunca esqueceu, para enfrentar a vida com alegria e acima de tudo muito talento.

Entretanto, Bobby foi um conquistador, um vencedor nato, pra começar venceu a infância extremamente difícil, porque além de ficar recluso por causa da doença, sem poder brincar como as outras crianças, não conheceu o pai. Este abandonou sua mãe.

Bobby cresceu em um bairro pobre, e mesmo contra as recomendações do médico e da sua mãe de não fazer muitos esforços, tornou-se mais tarde umas das maiores estrelas da América.

Os seus maiores sucessos foram as canções "Dream lover" e "Splish splash".

Sua carreira começou graças a sua 'mãe', Holly, que ao descobrir que o filho talvez não chegasse aos 15 anos o incentivou a aprender a tocar vários instrumentos.

Quando foi à Itália gravar "Quando Setembro Vier" conheceu no set aquela que seria sua esposa, a também atriz Sandra Dee. Fez de tudo para conquistá-la e acabou conseguindo, mas a mãe da atriz nunca aceitou o romance deles e tentou separá-los, mas não deu certo.

Bobby Darin casou-se com Sandra Dee em 1960, no dia seguinte ao término das gravações. Embora a amasse de verdade, Bobby começa a brilhar mais do que sua companheira no cinema, concorre ao Oscar, e seu brilho apaga o da sua mulher. Este talvez tenha sido o seu maior problema no relacionamento. A estrela de Darin ofuscava a da sua esposa. Em 1961, nasce seu único filho Dodd Mitchell Darin e ele se divorcia em 1967.

Lutando muito, dia após dia, percorreu um caminho que o levou dos duvidosos clubes noturnos até ao seu destino de sonho, o Copacabana, onde levou multidões ao delírio com as suas interpretações. Ele era o máximo, tanto quando cantava, quanto quando escrevia as canções ou quando tocava, apesar da doença que o perseguia desde a sua infância.

Isolado e confuso, foi obrigado a confiar nos seus amigos, na família e no seu extraordinário talento para acalmar os seus demônios e aceitar quem era e o que a sua vida significou.

Foi indicado a dois Oscars e ganhou um Grammy.

Por causa de Sandra (Sandy como costumava chamar), Bobby interrompeu a sua carreira para se dedicar mais a sua vida particular, e isso fez com que a sua fama fosse por água abaixo.

Em tempos de guerra, tentando uma volta por cima, Bobby começa a apoiar o presidente Kennedy e escreve músicas sobre a guerra do Vietnã. Sua esplendorosa volta ao palco aconteceu antes de sua morte. Só aí apresenta a sua verdadeira mãe, Nina, pois só naquela época descobre que a sua suposta irmã mais velha era na verdade sua mãe, que teve ele ainda jovem e não pode assumi-lo devido ao fato de ser mãe solteira e não saber quem era o pai de Darin, isso com certeza foi uma das maiores decepções de sua vida. Para não ser chamado de bastardo na época, sua mãe o deu para a sua avó, Holly, que era considerada por ele a sua verdadeira mãe. Darin faleceu no dia 20 de dezembro de 1973, após uma cirurgia no coração. Existe um filme contando a sua história, chama-se "Uma vida sem Limites".

A musica tema do filme Procurando Nemo é uma de suas obras,seu nome é Beyond the Sea

FONTE WIKIPÉDIA

domingo, 5 de dezembro de 2010

Carlos Gardel


Carlos Gardel é sinônimo de tango. Foi compositor, intérprete e ator de inúmeras canções e musicais. Com ele, o cadenciado ritmo portenho ganhou uma faceta mais romântica e deu volta ao mundo. Gardel foi um personagem emblemático em vida e continua sendo, potenciado pela ascendente projeção afetiva e social de sua legendária memória.







Carlos Gardel nasceu Charles Romuald Gardés no dia 11 de dezembro de 1890, em Toulouse, França. Filho de pai desconhecido, chegou a Buenos Aires com sua mãe quando tinha apenas 2 anos. Morou grande parte de sua vida no bairro portenho do Abasto. Teve uma infância pobre e desde cedo viveu de pequenos bicos.

Começou a cantar aos 17 anos e em 1911 formou uma dupla com o cantor uruguaio José Razzano, quem o transformou no fenômeno musical da década. O reconhecimento veio em 1914, quando passou a se apresentar regularmente no cabaré Armenonville, em Buenos Aires.

Após a separação da dupla começam as primeiras viagens ao exterior. No ano 1925, Gardel já era popular em toda a América espanhola. 1927 foi o ano da sua consagração na Europa, alcançando grande sucesso em Paris. Logo viriam Estados Unidos e o cinema. Nos estúdios da Paramount, em Nova York, atuou em vários filmes que fizeram grande sucesso e estenderam ainda mais a sua lenda.

No dia 24 de junho de 1935 morre num desastre aéreo, no auge da carreira e da fama, em Medellín, Colômbia.

O mito de Gardel atravessou vigorosamente todo o século. Hoje representa um verdadeiro ícone do tango e continua sendo uma das personalidades mais queridas de toda a Argentina. Seus seguidores costumam dizer que ele "canta cada dia melhor".


Maiores sucessos musicais:
. Mi Buenos Aires Querido
. El Día Que Me Quieras
. Volver
. A Media Luz
. El Choclo


Principais filmes:
. Flor de Durazno (1917)
. Cuesta Abajo (1934)
. El Día Que Me Quieras (1935)
. The Big Broadcast of 1935 (1935)

Alfredo Le Pera


Alfredo Le Pera nasceu em São Paulo-SP no dia 7 de junho de 1900 e morreu junto a Gardel no acidente aéreo de Medellín (Colômbia), em 24 de junho de 1935. Seus pais, Alfonso Le Pera e María Sorrentino, eram imigrantes italianos que chegaram a Buenos Aires por volta de 1902. Nessa cidade, Alfredo cursou o Colegio Nacional Mariano Moreno.


Chegou a iniciar carreira em Medicina, porém logo a abandonou para dedicar-se exclusivamente ao jornalismo. Passou por diferentes meios gráficos enquanto escrevia e estreava sainetes e peças de revista que, segundo os entendidos, deixava muito a desejar.


Em 1928, depois de uma missão jornalística nos Estados Unidos e na Europa, vinculou-se à empresa Artistas Unidos, para cujos filmes escrevia legendas. Desta época é sua viagem ao Chile, como autor da companhia de revistas encabeçada por Enrique Santos Discépolo e Tania. Nessa época, assinou junto com Discépolo o tango Carrillón de La Merced que, interpretado triunfalmente por Tania, salvou uma temporada que ameaçava desmoronar.


É provável que Gardel e Le Pera tenham se conhecido em Buenos Aires, mas sem dúvida, sua amizade nasceu em Paris, em 1932, durante a terceira estada do zorzal naquela metrópole, num encontro promovido pela Paramount. Le Pera, freqüentador de sets, converteu-se em libretista do astro, revelando um formidável talento.


Le Pera converteu o Morocho del Abasto em uma mescla rara de malandro, playboy e cavaleiro andante de nobilíssimos sentimentos. Nos filmes de Le Pera, Gardel representa a si mesmo tal qual era na vida cotidiana, “esperto e meigo ao mesmo tempo, malandro e cavalheiro, arrebatado e honesto”, conforme descrição de José Gobello.


As letras das canções que Le Pera compôs para Gardel parecem feitas sob medida para o personagem. Gobello explica que mesmo sem os altos vôos de Manzi, nem a profundidade de Discépolo, nem a portenhidade de Romero, nem a vivência de Celedonio, é indiscutivel seu acerto com algumas frases proverbiais: “veinte años no es nada”, “siempre se vuelve al primer amor”, “la verguenza de haber sido y el dolor de ya no ser”.

fonte mpb cifrantiga

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Jorge goulart




Jorge Neves Bastos
16/1/1926 Rio de Janeiro, RJ Morreu em 17/02/2012 Rio de Janeiro



Filho do jornalista Iberê Bastos e de Arlete Neves Bastos, foi o primogênito dos quatro filhos do casal. Desde pequeno mostrou interesse pela música, participando de serestas no bairro carioca do Méier. Gostava de cantar os sucessos dos grandes cantores da época: Francisco Alves, Vicente Celestino, Orlando Silva, o seu preferido, e Carlos Galhardo. Foi aluno do Colégio Pedro II, desde os 11 anos.

Aos 17 anos, ficou conhecendo os compositores Benedito Lacerda, Custódio Mesquita e Orestes Barbosa, apresentados por seu pai, no antigo Café Nice. Com apenas 18 anos, casou-se pela primeira vez e teve uma filha, que 18 anos depois se casaria e faria o cantor tornar-se avô aos 36 anos de idade. Em 1952, iniciou relacionamento afetivo com a cantora Nora Ney, recém-separada, com quem tempos depois passou a viver. Em 1982, depois de 30 anos juntos, os dois casaram-se oficialmente. Teve vários apelidos: César de Alencar o chamava "Gogó de ouro" ou "Boca de caçapa" e os amigos de "Bochecha de alumínio". Em 1983, por conta de um câncer, submeteu-se a operação para a retirada das cordas vocais, tendo que reaprender a falar através do esôfago. Foi ativista político e filiado ao Partido Comunista o que lhe rendeu perseguição e até mesmo o ostracisco artístico durante a ditadura militar. A esse respeito, em sua entrevista ao Pasquim 21, em janeiro de 2004, afirmou: "meti na minha cabeça que tinha que sair bem no fim de tudo. Foi uma fatalidade, estava sendo obrigado a me retirar, não tinha satisfações a dar, e isso ao invés de me prejudicar, me consolou. Ganhei outra vida. Passei a fazer coisas que nunca tinha feito antes: reparar numa árvore, numa flor. Sempre levara aquela vida fechada, em boates, naquela fumaça...Aceitei sair da arena".


FONTE : DICIONARIO CRAVO ALBIN DA MUSICA POPULAR BRASILEIRA

sábado, 6 de novembro de 2010

OSCARITO




Oscarito, pseudônimo de Oscar Lorenzo Jacinto de la Imaculada Concepción Teresa Diaz (Málaga, 16 de agosto de 1906 — Rio de Janeiro, 4 de agosto de 1970) foi um ator hispano-brasileiro, considerado um dos mais populares cômicos do Brasil. Ficou famoso pela dupla que fez com Grande Otelo, em comédias dirigidas por Carlos Manga e Watson Macedo.


Biografia
Nasceu em família circense, vindo para o Brasil com um ano de idade, mas somente naturalizou-se em 1949. Seu pai era alemão e a mãe portuguesa.

Estreou no circo aos cinco anos de idade, ali aprendeu a tocar violino, sendo ainda palhaço, trapezista, acrobata e ator.

Estreou no Teatro de revista em 1932, na peça Calma, Gegê, que satirizava o ditador Getúlio Vargas, de quem tornou-se amigo. No cinema estreou em Noites Cariocas, de 1935, embora tenha figurado num filme anterior, e foi nesta arte que ganhou enorme popularidade no país. Fez parceria com Grande Otelo em diversos filmes de chanchada.

Seu nome, no Brasil, era paralelo para os maiores humoristas do cinema, como Charles Chaplin ou Cantinflas.

Foi casado com Margot Louro, com quem teve dois filhos. Já aposentado, tentou imitar em casa seu pulo característico, tendo o acidente vascular que o matou, a 4 de agosto de 1970.

Trabalhos
Assim era a Atlântida (1975)
Jovens Para Frente (1968)
A Espiã que Entrou em Fria (1967)
Crônica da Cidade Amada (1965)
Os Apavorados (1962)
Entre Mulheres e Espiões (1962)
Dois Ladrões (1960)
Duas Histórias (1960)
O Cupim (1959)
Pintando o Sete (1959)
O Homem do Sputnik (1959)
Esse Milhão é Meu 1958
De Vento em Popa (1957)
Treze Cadeiras (1957)
Vamos com Calma (1956)
Colégio de Brotos (1956)
Papai Fanfarrão (1956)
O Golpe (1955)
Guerra ao Samba (1955)
Matar ou Correr (1954)
Nem Sansão nem Dalila (1954)
Dupla do Barulho (1953)
Três Vagabundos (1952)
Carnaval Atlântida (1952)
Aí Vem o Barão (1951)
Aviso aos Navegantes (1950)
Carnaval no Fogo (1949)
Caçula do Barulho (1949)
É com Este que Eu Vou (1948)
Falta Alguém no Manicômio (1948)
E o Mundo se Diverte (1948)
Asas do Brasil (1947)
Este Mundo é um Pandeiro (1947)
Fantasma por Acaso (1946)
Não Adianta Chorar (1945)
Gente Honesta (1944)
Tristezas não Pagam Dívidas (1944)
O Dia é Nosso (1941)
Vinte e Quatro Horas de Sonho (1941)
Céu Azul (1940)
Banana da Terra (1938)
Bombonzinho (1938)
Está Tudo Aí! (1938)
Alô, Alô Carnaval (1936)
Noites Cariocas (1935)
A Voz do Carnaval (1933)
FONTE WIKIPÉDIA

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

GRANDE OTELO



Grande Otelo (ou Othelo), pseudônimo de Sebastião Bernardes de Souza Prata (Uberlândia, 18 de outubro de 1915 — Paris, 26 de novembro de 1993) foi um ator, cantor e compositor brasileiro. Pai do também ator José Prata.


Biografia
Grande artista de cassinos cariocas e do chamado teatro de revista, participou de diversos filmes brasileiros de sucesso, entre os quais as famosas comédias nos anos 1940/50, que estrelou em parceria com o cômico Oscarito, e a versão cinematográfica de Macunaíma, realizada em 1969. Conheceu Orson Welles quando este veio filmar no Brasil, na década de 1940. O grande ator e diretor estadunidense considerava Grande Otelo como o maior ator brasileiro.

Sua vida teve várias tragédias. Seu pai morreu esfaqueado e a mãe era alcoólatra. Quando já era um ator consagrado, sua mulher se suicidou logo após matar com veneno seu filho de seis anos de idade, que era enteado do ator.

Grande Otelo vivia em Uberlândia quando conheceu uma companhia de teatro mambembe e foi embora com eles, com o consentimento da diretora do grupo, Abigail Parecis, que o levou para São Paulo. Ele voltou a fugir, foi para o Juizado de Menores, onde foi adotado pela família do político Antonio de Queiroz. Otelo estudou então no Liceu Coração de Jesus até a terceira série ginasial.

Participou na década de 1920 da Companhia Negra de Revistas, que tinha Pixinguinha como maestro.

Foi em 1932 que entrou para a Companhia Jardel Jércolis, um dos pioneiros do teatro de revista. Foi nessa época que ganhou o apelido de Grande Otelo, como ficou conhecido.

No cinema, participou em 1942 do filme It's All True, de Orson Welles.

Otelo fez inúmeras parcerias no cinema, sendo a mais conhecida a com Oscarito. Depois os produtores formariam uma nova dupla dele com o cômico paulista Ankito. No final dos anos 50, Grande Otelo apareceria em dupla em vários espetáculos musicais e também no cinema com Vera Regina, uma negra alta com semelhanças com a famosa dançarina americana Josephine Baker. Com o fim da dupla com Vera Regina, Otelo passaria por um período de crise até que voltaria ao sucesso no cinema com sua grande atuação do personagens título de Macunaíma (1969), filme baseada na obra de Mário de Andrade. Participou também do filme de Werner Herzog, Fitzcarraldo, de 1982, filmado na floresta amazônica.

Desde os anos 1960 Otelo era contratado da TV Globo, onde atuou em diversas telenovelas de grande sucesso, como Uma Rosa com Amor, entre várias outras. Também trabalhou no humorístico Escolinha do Professor Raimundo, no início dos anos 1990. Seu último trabalho foi uma participação na telenovela Renascer, pouco antes de morrer.

Grande Otelo faleceu em 1993 de um ataque do coração fulminante, quando viajava para Paris para uma homenagem que receberia no Festival de Nantes.